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Porto da pedra aposta no histórico projeto 'Kalunga' para o carnaval de 2027

'Tigre' de São Gonçalo levará para a Sapucaí tema sobre a missão artística que reuniu principais nome da MPB em Angola, na África

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 09 de maio de 2026 - 11:12
O tema irá abordar a histórica missão artística realizada em Angola no fim da década de 70, que reuniu importantes nomes da MPB, em uma viagem marcada por produções musicais populares brasileiras e angolanas
O tema irá abordar a histórica missão artística realizada em Angola no fim da década de 70, que reuniu importantes nomes da MPB, em uma viagem marcada por produções musicais populares brasileiras e angolanas -

O enredo da escola de samba Porto da Pedra para o Carnaval 2027, desenvolvido pelos carnavalescos Caio Cidrini e Alex Carvalho e pelas enredistas Thaina Santos e Bia Chaves, foi anunciado pela escola e leva o título “Porto Kalunga”. O tema irá abordar a histórica missão artística realizada em Angola no fim da década 1970, que reuniu importantes nomes da MPB, em uma viagem marcada por produções musicais populares brasileiras e angolanas para além dos limites do território nacional.

Essa imersão em um país lusófono conectou artistas brasileiros ao solo sagrado e produziu feitos imensuráveis para a nossa cultura. 


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A viagem aconteceu poucos anos após a Independência de Angola, conquistada em 1975, a partir de um convite da Secretaria de Estado de Cultura de Angola e da União Nacional dos Trabalhadores Angolanos. A missão reuniu artistas, compositores e intelectuais brasileiros em uma imersão cultural que fortaleceu os laços entre Brasil e África.

“O Porto Kalunga é um enredo de muita memória e reconhecimento. Um olhar para uma travessia que marcou profundamente a MPB e a relação com Angola.” disse o carnavalesco Caio Cidrini.

Entre os participantes estavam nomes como Martinho da Vila, Djavan, Dona Ivone Lara, Chico Buarque, Clara Nunes, João Nogueira e Dorival Caymmi, além de mais de 60 representantes da cultura brasileira. Durante a viagem, Martinho da Vila passou a ser reconhecido em Angola como um “Embaixador Cultural”. Djavan aprofundou referências que influenciaram diretamente sua identidade musical, enquanto Chico Buarque compôs Morena de Angola, eternizada na voz de Clara Nunes. A vivência também marcou profundamente artistas como Dona Ivone Lara, João Nogueira e Dorival Caymmi, que registraram em depoimentos e composições a forte conexão espiritual e cultural vivida em solo africano.

A experiência influenciou diretamente a música popular brasileira e reforçou os laços entre Brasil e Angola por meio da arte, da ancestralidade e da música. “Estamos falando de histórias reais, que transformaram muitas vidas. Um encontro entre artistas e culturas que ajudou a construir identidades.” contou o carnavalesco Alex Carvalho.

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