Policiais são presos por suspeita de ligação com o jogo do bicho

Um agente penitenciário também foi detido

Enviado Direto da Redação
Mandados foram cumpridos no Rio, em Duque de Caxias, em Niterói e Itaboraí

Mandados foram cumpridos no Rio, em Duque de Caxias, em Niterói e Itaboraí

Foto: Divulgação

Por Daniela Scaffo

A Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) realizou, na manhã de ontem, a segunda fase da Operação Alçapão para cumprir mandados de prisão contra agentes públicos acusados da prática de jogo de bicho, formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro. Na ação, foram presos os policiais civis Jorge Gomes Barreira, Jerônimo Pereira Magalhães, Alexandre da Silva Gonçalves e Marcio Coutinho Braga, além do agente penitenciário José Carlos Pate dos Santos. Os mandados foram cumpridos no Rio, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense e em Itaboraí.

Segundo a Coinpol, a Operação Alçapão visa o combate aos capos e o topo da pirâmide das organizações criminosas que exploram o jogo do bicho e máquinas caça níqueis, e não apenas os anotadores e apostadores do jogo ilegal. De acordo com as investigações, os policiais presos recebiam R$ 10 mil mensais para não reprimirem o jogo do bicho e caça níqueis em Niterói e São Gonçalo.

Na primeira fase da operação, realizada em junho de 2011, os agentes cumpriram dez mandados de prisão e dezenas de busca e apreensão contra policiais civis, um advogado e um agente penitenciário.

Ainda na primeira fase, foram apreendidos R$ 210 mil em dinheiro, escondidos dentro de uma mala, no topo de uma árvore, veículos de luxo, anotações e contabilidades dos jogos, armas de fogo e munições. Ficou comprovado que agentes policiais recebiam mais de dez mil reais para não investigar e reprimir esse tipo de crime.

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