Menina descoberta por fotógrafo em mercado vira modelo em Niterói

‘Princesa’ Ketllen tem doença rara

Enviado Direto da Redação
Ketellen começa a trabalhar como modelo

Ketellen começa a trabalhar como modelo

Foto: Camila Mendes


conto de fadas começa a virar realidade para a moradora de São Gonçalo Ketellen Silva de Jesus, de 11 anos, descoberta pelo fotógrafo e dono da agência NitModels, João Pedro Sampaio. A princesa da vida real - que tem uma síndrome rara que lhe causou perda auditiva e alteração na pigmentação dos cabelos, olhos e pele - “viralizou” na internet após uma postagem de João, que a encontrou por acaso em um mercado de Niterói.


Desde então foram muitos convites para que a jovem pudesse fotografar e desfilar. Até o momento ela já contabiliza dois desfiles, uma participação em um clipe e programas de televisão.


O primeiro desfile aconteceu há 15 dias, no shopping Central Prime, em Icaraí, vestindo roupas de ginástica da coleção Alto Giro by Larissa Manoela. Já o segundo foi há apenas uma semana para a marca cool Kids, no shopping Itaipu Multicenter.


“Ketellen foi motivo de muito orgulho, pois com apenas um mês de preparação em passarela já foi capaz de demonstrar muita desenvoltura e levantar aplausos!”, comemora João. O desfile foi gravado para o SBT e assim João Pedro e Ketellen estarão no “Programa da Eliana”, em setembro, quando o VT vai ao ar ao vivo para todo Brasil.


Síndrome rara e congênita - A surdez de Ketllen foi descoberta com apenas um mês e meio de vida. Após uma partida de futebol em que seu pai soltou alguns fogos, Ketllen não reagiu ao barulho. O que chamou a atenção da mãe. Após consulta com pediatra e exames, Cleide soube que Kettlen era portadora da síndrome de Waardenburg, que lhe causou surdez bilateral profunda.


A síndrome de Waardenburg é doença genética que se carateriza essencialmente pela perda de audição e mudanças na coloração do cabelo, da pele e dos olhos. Calcula-se que 2% a 5% de toda surdez congênita sejam devido a esta patologia. A doença tem esse nome porque o primeiro a descrever a moléstia foi o oftalmologista holandês Petrus Johannes Waardenburg.


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