História

Enviado Direto da Redação

Clássicos são a parte mais legal de qualquer esporte. É quando a rivalidade e o instinto de competição, a vontade de vencer a qualquer custo surgem mais intensas. Vemos isso em todas as partes, em todos os esportes. Flamengo x Brasília no basquete, Steelers x Bengals no futebol americano, Rio x Osasco no vôlei, Fla x Flu no futebol. Esses jogos são tão espetaculares que criam lendas. Renato Gaúcho, que jogou muito por toda a carreira, entrou para história tricolor com um dos gols mais improváveis de toda a sua carreira recheada de tentos. Alguém lembra de Dário Bottineli? Aposto que sim, mas apenas por causa de um jogo, aquele Fla x Flu no Engenhão em 2011.

A verdade é que cavalinhos, gols de barriga, bombas de fora da área e até bola tirada em cima da linha fazem a torcida idolatrar um jogador, desde que tudo isso aconteça num clássico. O problema é que na mesma medida em que lances podem transformar jogadores em ídolos, também podem fazê-los virarem párias. Quantos de nós já xingamos algum jogador da nossa equipe que num clássico fez besteira? Quantos de nós não dissemos que, exatamente esse cara, não tinha bola, tamanho, moral ou cabelo engraçado para jogar no nosso time? São esses os pensamentos que também marcam um atleta e fazem-no ficar marcado pela torcida.

E, olha só, no clássico de domingo, o primeiro da final do Carioca, eis que Renato Chaves começa a escrever seu nome na história. No início do ano, ouvi de muito tricolores que, com Abel Braga, Renato Chaves se ajeitaria, era bom zagueiro, só precisava de alguém para ensinar. Essas mesmas pessoas falam hoje para mim que, por conta de uma infelicidade mórbida, o cara já não deveria mais jogar no time. Que o Gum, criticado desde sempre pelo torcedor, é muito mais zagueiro e tem que voltar logo.

Clássico é clássico e, se não tem favorito, também não deveria ter culpado. Afinal de contas, tudo mundo está sujeito a tudo, e tudo pode acontecer. De gol de barriga a furada incrível. O Flamengo foi melhor que o Flu, saiu na frente e busca fechar o caixão domingo. Mas num jogão desse, é sempre bom ficar de olho. Afinal de contas, Renato Chaves de hoje pode ser o Rafael Vaz de amanhã…

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