Especialista dá dicas de como economizar diante da alta dos alimentos

O clima prejudicial ao desenvolvimento dos grãos foi um dos agravantes

Enviado Direto da Redação
Luciana Tamburini é economista

Luciana Tamburini é economista

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Sinal de alerta quando assunto mexe direto com o orçamento da família. A dona de casa já percebeu nos supermercados que está cada dia mais difícil reduzir os custos na hora das compras. Problemas com a estiagem e na exportação de alguns produtos brasileiros encareceram a cesta básica.

E como se não bastasse o feijão que já estava caro, agora o tomate, o óleo de soja, o ovo e em especial o arroz. Quem antes comprava uma pacote de 5 quilos por aproximadamente R$13 e R$15 reais, hoje, encara a marca de R$19 a R$26 reais, nas prateleiras. A economista Luciana Tamburini explica mais sobre o assunto:

“Em 10 anos de prejuízo em várias safras, os produtores já estavam sofrendo com a pandemia. Foi quando surgiu a necessidade de outros países importarem nossos produtos. Como a oferta deles era maior, acabaram levando grande parte da produção. A pouca parte que ficou aqui, foi oferecida no mercado nacional, porém, pouca oferta e muita demanda, acaba gerando o aumento do preço“, comenta Tamburini.

Assim, a tradicional combinação brasileira do arroz e feijão vai ficar em alta durante um bom tempo e será preciso economizar em outros produtos para que se possa dar conta de encher o carrinho nas compras do mês.

O clima prejudicial ao desenvolvimento dos grãos foi um dos agravantes, somado à boa parte da produção vendida para o mercado externo e com menos oferta e mais procura, o resultado foram os preços dos alimentos inflacionados, segundo especialistas com alta de 20%. A economista dá algumas dicas de como economizar e fazer o dinheiro render na hora de tentar encher o carrinho.

“ É preciso fazer uma pesquisa de preço antes de comprar, mesmo que em diferentes estabelecimentos; fazer uma lista de compras para não ser atraído para os supérfluos nas gôndolas do mercado e colocar no carrinho primeiro o essencial básico” sugere a especialista. 

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