Nova conta para se aposentar
Tempo de contribuição para previdência e idade têm que somar 85 (mulheres) e 95 (homens)

Segundo o ministro Gabas, pedidos até a última quarta-feira não se enquadram às novas regras
Foto: Divulgação: Agência Brasil Antônio CruzA nova regra para o cálculo das aposentadorias, anunciada oficialmente ontem pelo governo federal, começa a valer imediatamente, com a chamada fórmula 85/95. Assim, a partir de agora, para se aposentar com direito ao benefício integral, o trabalhador vai somar o tempo de contribuição e a idade até chegar a 85 anos, no caso de mulheres, e 95 anos, no caso dos homens.
A partir de 2017, o cálculo será acrescido de 1 ponto a cada dois anos, até 2019. Daí em diante, 1 ponto a cada ano até chegar a 90 (mulheres) e 100 (homens), em 2022.
A mudança foi criada por medida provisória, que tem efeito imediato e validade de 120 dias até que seja aprovada pelo Congresso Nacional e se torne definitivamente lei. O trabalhador que entrou, no entanto, com o pedido até quarta-feira dessa semana não está enquadrado nas novas regras e terá a aposentadoria calculada somente pelo fator previdenciário.
“A regra vale no momento em que se deu a opção do trabalhador pela aposentadoria”, explicou o ministro da Previdência, Carlos Gabas.
Para os novos pedidos, poderá ser aplicado o fator previdenciário ou a fórmula 85/95 com progressividade. Quem decidir se aposentar e não tiver atingido o número de pontos da nova fórmula no momento do pedido, o processo seguirá as regras de correção pelo fator, que reduz o benefício de quem para de trabalhar mais cedo. É necessária a contribuição mínima de 30 anos.
Segundo o ministro, a nova regra não afeta o trabalhador rural porque a aposentadoria, nesse caso, é por idade, na condição de segurado especial. No caso dos professores, será mantida a condição especial para aposentadoria, com cinco anos a menos de tempo de contribuição que os demais trabalhadores.
Gabas disse ainda que a principal mensagem do Executivo aos trabalhadores é que o governo tem cuidado com a Previdência a partir da edição das novas regras de aposentadoria.
O ministro reconheceu que a nova regra é uma “solução momentânea” e que soluções para garantir a manutenção da Previdência no longo prazo serão discutidas no fórum que o governo criou, com a participação de empresários, centrais sindicais e aposentados.