ONG disponibiliza vaga em oficinas para pessoas trans

As vagas fazem parte do Projeto Arte Gerando Renda

Enviado Direto da Redação
Serão distribuídas 300 vagas para cursos gratuitos para cada comunidade do Rio de Janeiro

Serão distribuídas 300 vagas para cursos gratuitos para cada comunidade do Rio de Janeiro

Foto: Divulgação

A organização não governamental ‘Favela Mundo’ vai destinar 10% das vagas de oficinas profissionalizantes gratuitas para pessoas trans a partir de julho. As vagas fazem parte do projeto A Arte Gerando Renda que propõe cursos rápidos de empreendedorismo e capacitação para o mundo do samba com foco no carnaval de 2020. As aulas serão realizadas na Cidade de Deus e em Coelho Neto, comunidades no Rio de Janeiro. No total, serão 300 vagas para cada comunidade.

De acordo com o fundador da ONG e diretor do projeto, Marcello Andriotti, a reserva de vagas para a população trans surgiu a partir de uma experiência piloto realizada em abril deste ano na favela da Rocinha, em São Conrado, zona sul do Rio. Quatro alunas trans participaram da oficina dada no local.

“Se está dando tão certo, por que a gente não deixa um percentual das vagas para elas que têm todo esse histórico de preconceito, um estigma de que toda população trans acaba indo para a prostituição?”, questionou Andriotti.

Segundo ele, o projeto trabalha a capacitação profissional voltada para a arte, que é “uma área que abraça a todos, sem preconceitos de nenhuma espécie”.

O projeto oferece oficinas de fantasias e adereços, maquiagem social, maquiagem artística, unhas decoradas, artesanato, turbantes e tranças afro.

O objetivo do projeto A Arte Gerando Renda é criar oportunidades para moradores de favelas que têm vontade de trabalhar com arte, mas que não possuem conhecimentos básicos para exercerem funções nas agremiações de samba ou até mesmo para ingressar no mercado de trabalho. Cada curso têm a duração de dez semanas. As aulas são semanais. Ao final, os participantes recebem certificados e podem estagiar em barracões de escolas de samba ou em produções teatrais.

Em 2014, a ONG Favela Mundo foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um modelo de inclusão social nas grandes cidades.

“Eles deram oportunidade para muitas trans aqui da comunidade. Eu fui muito bem recebida, fiz amizades lá. Todos são muito educados e acolhem bem. Muitas pessoas não conhecem o mundo LGBT e ficam meio receosas. Não os profissionais do projeto, mas os alunos”, disse a aluna da oficina da Rocinha, Bruna Alcântara. (Agência Brasil)

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