Pesquisadores da UFF criam mão robótica para pacientes do SUS

Projeto é uma iniciativa dos alunos

Enviado Direto da Redação
 O protótipo foi produzido com a finalidade de desenvolver próteses a baixo custo no mercado

O protótipo foi produzido com a finalidade de desenvolver próteses a baixo custo no mercado

Foto: Divulgação


O Brasil registra anualmente cerca de 40 mil casos de amputação causadas por acidente ou doença. O Sistema Único de Saúde (SUS), por sua vez, não consegue atender a demanda da população, pois a maioria das próteses robóticas são importadas e caras.

Com foco nessa realidade, um grupo interdisciplinar formado por alunos dos cursos de Medicina, Computação, Engenharia e de Telecomunicações da Universidade Federal Fluminense (UFF) se reuniu e criou o Projeto da Rede Acadêmica de Cibernética e Humanidades (Reach), com a finalidade de desenvolver próteses de baixo custo.

De acordo com os organizadores, o Projeto Reach, que completa dois anos em junho de 2019, é uma iniciativa exclusivamente de alunos.

O grupo empreendedor buscou em laboratórios e departamentos da UFF apoio para o projeto. A iniciativa fez com que muitos professores se prontificassem a ajudar, orientando alunos, apresentando a outros parceiros, dentro e fora da universidade.

O Projeto Reach, por sua vez, surgiu por iniciativa do aluno do sexto período de medicina, Robinson Simões Júnior, que numa primeira etapa utilizou como protótipo uma mão de robô adaptada.

Com isso, a equipe teve a oportunidade de aprender sobre os aspectos mecânicos e eletrônicos envolvidos no processo de criação e montagem de uma prótese, e principalmente como ocorre a captura do sinal mio elétrico - impulso nervoso que resulta de uma ação de controle do cérebro humano sobre os músculos do corpo.

Atualmente a equipe está trabalhando num segundo protótipo que será operado brevemente como uma verdadeira prótese, ou seja, acoplado a um paciente com amputação.

As duas mãos robóticas em teste são controladas por movimentos humanos, por meio da plataforma Arduino, um software aberto, que captura os sinais musculares por meio de eletrodos afixados no paciente, transmite automaticamente ao computador, que os reenvia em segundos à prótese, criando o movimento.

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