Postos de saúde de São Gonçalo, Niterói e Maricá vacinam contra a febre amarela
Maricá teve um caso de morte pela doença

O surto de febre amarela ganhou destaque no cenário nacional este ano com ações de combate feitas por agentes de saúde de todo o país por conta de mortes em cidades de nove estados, incluindo o Rio. Apesar de não ter novos casos desde junho e o Ministério da Saúde ter anunciado o fim do surto em setembro, a ‘força tarefa’ continua e as vacinas contra a doença permanecem sendo aplicadas nos postos de Niterói, São Gonçalo e Maricá, único município da região que teve um caso de morte confirmada por febre amarela.
Na cidade, já foram aplicadas mais de 120 mil doses da vacina, que continuam sendo disponibilizadas no Posto de Saúde Central. Em São Gonçalo, a aplicação das doses de vacina, apesar de não ter nenhum caso da doença, foi reforçada. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo, de janeiro à outubro, foram vacinadas mais de 171 mil pessoas. A vacinação é realizada nos cinco Polos Sanitários e em 18 salas de vacinas distribuídas pela cidade. Em Niterói, foram mais de 190 mil doses aplicadas este ano. A imunização acontece em todas as policlínicas regionais do município.
Viagens – Quem vai viajar neste fim de ano e férias de janeiro e ainda não foi imunizado contra a febre amarela, precisa da prevenção pelo risco da contaminação. É necessário que o prazo seja de 10 dias antes da viagem, que é o tempo que a vacina leva para criar anticorpos e a pessoa estar protegida. Quem já tomou, não precisa ser vacinado novamente.
Vacinas – Bebês de seis a nove meses incompletos devem ser vacinados apenas em situações de emergência ou em viagens para áreas de risco. O ideal é tomar uma dose aos nove meses de idade completos e outra de reforço aos quatro anos.
Gestantes, em qualquer período gestacional, e mulheres amamentando só deverão ser vacinadas se residirem em local próximo onde ocorreu a confirmação de circulação do vírus e que não tiverem contraindicações. Assim como as crianças, pessoas acima de 60 anos devem ser protegidas somente se residirem ou forem para áreas de risco da febre amarela e sem contraindicações.
(Kharine Backer)