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Governo declara fim do surto de febre amarela no Brasil

Último caso foi registrado em junho

relogio min de leitura | Redação 06 de setembro de 2017 - 17:17
Ministério da Saúde informa que o último registro da doença ocorreu no mês de junho
Ministério da Saúde informa que o último registro da doença ocorreu no mês de junho -

O Ministério da Saúde anunciou, ontem, o fim do surto de febre amarela no país. Desde junho, quando foi confirmado o último caso no Espírito Santo, o Brasil não tem registros da doença. Segundo a pasta, a prevalência da doença é nos meses de calor, entre dezembro e abril, e, com o fim dessa sazonalidade, a expectativa é que o número de casos diminua.

De acordo com o último boletim epidemiológico, desde o início do surto, em 1º de dezembro do ano passado, até 1º de agosto deste ano, foram confirmados 777 casos e 261 óbitos por febre amarela.

Outros 2.270 casos foram descartados e 213 permanecem em investigação. Além disso, 304 casos foram considerados inconclusivos.

A Região Sudeste concentrou a maioria dos casos, com 764 confirmações, seguida da Região Norte (10) e Centro-Oeste (3). As regiões Sul e Nordeste não tiveram confirmações.

Sintomas

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus, que pode levar o indivíduo infectado à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente.

Os sinais e sintomas mais comuns da doença são: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que duram, em média, três dias.

Nas formas mais graves da doença, podem ocorrer icterícia, insuficiências hepática e renal, manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de uma pessoa infectada para outra pessoa.

Vacina incluída no calendário nacional

Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a situação está sob controle, mas é preciso aumentar a cobertura vacinal nas áreas de recomendação.

“É preciso que as equipes façam a busca ativa, especialmente das pessoas que estão na zona rural, as mais suscetíveis a pegar febre amarela. E também façam o esforço, se o município é grande, tem que fazer campanha de vacinação na mídia, se o município é menor, fazer um esforça de ir de casa em casa para poder alcançar a cobertura”, explicou.

O Ministério da Saúde também decidiu incluir a vacina para febre amarela no Calendário Nacional de Vacinação a partir de 2018, em todo o país, para crianças de noves meses. Entretanto, ainda não está definida a estratégia que será adotada, se em rotina ou em campanhas de multivacinação.

Segundo o ministério, o país também está preparado para fazer o fracionamento da vacina, caso haja um grande surto em áreas de alta densidade populacional.

Mesmo com a interrupção da transmissão da doença, o ministério ressalta ainda a importância de manter as ações de prevenção e de ampliar a cobertura da imunização para prevenir novos casos da doença no próximo verão.

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