58,3 milhões com ‘nome sujo’
Levantamento do SPC e da CNDL aponta que um em cada três brasileiros está inadimplente

O ano de 2016 terminou com 58,3 milhões de brasileiros com o nome sujo junto aos órgãos de proteção ao crédito, o que significa que um em cada três consumidores está com o nome sujo. O levantamento foi realizado pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). No ano passado, 700 mil pessoas foram incluídas no cadastro de negativados.
O aumento de pessoas sem acesso a crédito aparece em num contexto onde o desemprego bateu recorde, chegando a 12,1 milhões de trabalhadores em novembro, e com inflação de 6,29%, no limite do centro da meta estabelecida pelo governo, que é de 6,5%.
Ainda de acordo com o estudo, 39% dos adultos estão com o nome inserido em cadastros de inadimplentes, ou possuem restrições para obter empréstimos ou parcelar compras.
O Sudeste é a Região possue mais consumidores com o nome sujo (24,23 milhões), seguido pelo Nordeste (15,74 milhões), Sul (7,96 milhões), Norte (5,34 milhões) e Centro-Oeste, (4,99 milhões).
A estimativa por faixa etária revela que é entre os 30 e 39 anos que se observa a maior frequência de negativados. Em dezembro, quase metade da população nesta faixa etária (49,38%) tinha o nome inscrito em alguma lista de devedores – um total de 16,81 milhões.
Também merece destaque uma porcentagem significativa da população com idade entre 25 e 29 anos (46,65%) estar negativada, assim como os consumidores com idade entre 40 e 49 anos (46,24% em situação de inadimplência).
Entre os mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, a proporção cai para 19,38% – em número absoluto, 4,63 milhões. Já a população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, a proporção é de 29,50%, o que representa 4,58 milhões de pesso