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Antibiótico pode ajudar a evitar que Zika danifique o cérebro fetal

relogio min de leitura | Redação 01 de dezembro de 2016 - 10:30
Pesquisa de cientistas norte-americanos sobre uso de remédio foi revelada por agência chinesa
Pesquisa de cientistas norte-americanos sobre uso de remédio foi revelada por agência chinesa -

Cientistas norte-americanos disseram ter identificado células do tecido cerebral fetal que são alvo do vírus Zika e determinaram que um antibiótico comum considerado de uso seguro durante a gravidez, o azitromicina, pode bloquear esta infecção, pelo menos em células cerebrais cultivadas em laboratório. As informações são da agência chinesa Xinhua.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco, Estados Unidos, relataram que o vírus Zika infecta preferencialmente as células cerebrais com abundância de uma proteína chamada AXL, que atravessa a membrana celular externa com vários tipos de células e serve como um portão de entrada para o vírus invasor.

Os pesquisadores então examinaram 2.177 remédios aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) para verificar sua capacidade de bloquear a infecção por Zika nas células cerebrais cultivadas no laboratório e identificaram vários remédios, incluindo a azitromicina.

Estima-se que entre 1 a 13% das mulheres infectadas durante a etapa inicial da gravidez pelo vírus têm bebês com microcefalia.

Atualmente, não há tratamento para evitar que o vírus Zika prejudique o feto, e o mecanismo biológico que explica como a microcefalia surge a partir da infecção ainda não está claro.

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