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Administrando contas ‘extras’

Especialistas dão dicas de como planejar as finanças de impostos e matrículas

relogio min de leitura | Redação 01 de janeiro de 2016 - 17:44

Todo início de ano é tempo de renovação de expectativas e novos planos. Mas é também nessa época que diversas despesas anuais, como IPTU, IPVA e renovação de matrícula escolar aparecem e, se não houver o mínimo de planejamento financeiro, o orçamento do ano inteiro pode ficar comprometido, segundo especialistas.

O rodoviário Ananias Corrêa, de 48 anos, é um dos que pretendem fazer diferente em 2016. Somado aos gastos extras com a ceia de Natal, presentes e compras de móveis novos para a casa, o ano de 2015 teve o “plus” da crise. Então, ele se prepara para começar o ano sem dívidas.

“O pior de tudo é ficar ‘agarrado’ em dívidas antigas. O IPTU eu pago mensalmente. O IPVA também sempre quito no prazo. O que mais aumentou mesmo foi a mensalidade escolar do meu filho. Como nunca atrasamos o pagamento, consegui renegociar o valor com a escola e poderemso mantê-lo lá”, conta Ananias acrescentando que utilizou parte do 13º salário para quitar prestações antigas do cartão de crédito.

Para o analista de planejamento e controle Vinicius Marcílio, o ideal é se preparar ao longo de todo o ano, para que todas as contas sejam “absorvidas” sem precisar desfalcar o mês de janeiro.

“O planejamento financeiro ainda não é muito adotado no âmbito familiar. O ideal é amenizar o saldo do cartão de crédito para o início do ano podendo dar prioridade a essas contas de natureza anual, como IPTU, IPVA e material escolar”, esclarece.

Ainda segundo o especialista, é também nessa época que muitos aproveitam para aproveitar o período de férias, agregando mais dinheiro à renda do mês.
“Vale lembrar que nas férias, o salário é adiantado. Portanto é preciso ter cuidado pois a renda complementar é apenas 30% do salário, e o adiantamento feito pode onerar o mês seguinte, caso a pessoa não se organize”, orienta Vinicius Marcílio.

Quando negociar é preciso - e possível

Assim como Ananias, milhares de pessoas fazem uso do 13º salário para “desafogar” o orçamento. De acordo com especialistas da área financeira, esse direito do trabalhador também pode ter outras aplicações.

“Quem está numa situação mais confortável, de equilíbrio financeiro, mas ainda não tem o hábito de poupar pode aproveitar o 13º para iniciar uma reserva e manter essa prática de poupar. Metade do valor pode ser destinado para alguma aplicação que a pessoa já possua e outros 50% podem servir para investir, por exemplo, em previdência privada”, explica o educador e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos.

Outra questão é a vantagem em pagamentos à vista. “Algumas contas têm o benefício do desconto para pagamento à vista. Em São Gonçalo, o desconto do IPTU à vista é de 12%. Já no caso do IPVA, o desconto será de apenas 3%.

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