Repelentes: atenção para uso correto

Cuidado redobrado
Foto: Leonardo FerrazCom a proliferação dos casos suspeitos das doenças provocadas pelo mosquito Aedes Aegypti (dengue, zica e febre chikungunya) tem crescido a venda de repelentes nas farmácias. Mas quais as melhores, as mais adequadas para uso em crianças, gestantes e idosos, principalmente? Quais vezes por dia devem ser usados? O SÃO GONÇALO ouviu especialistas para responder esta e outras dúvidas da população.
De acordo com os médicos, os repelentes mais indicados são os que possuem a substância Icaridina em sua fórmula, cujo preço médio gira em torno de R$35. Um dos seus principais atributos é o tempo de ação: até 10h sobre a pele sem ser reaplicado. Já os que possuem a substância Deet são os menos indicados, uma vez que já foram relatados casos de resistência ao Aedes.
De acordo com a médica Caroline Assed, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, as gestantes devem ter cuidado redobrado.
“Oriento que grávidas borrifem o repelente também por cima das roupas, já que a formação de uma ‘nuvem’ da substância ajuda ainda mais a repelir o mosquito”, argumentou a médica.
A também dermatologista Rogéria Lemos chama atenção ainda para as restrições de uso.
“Bebês menores de seis meses não podem usar o produto. E a quantidade de vezes que uma pessoa pode repassar o repelente varia dependendo da idade, porém ninguém deve aplicar mais de três vezes ao dia porque pode causar intoxicação”, ressaltou informando ainda que “também podem ser usados os repelentes elétricos, aqueles colocados em tomadas, pois eles liberam inseticidas e reduzem a entrada dos mosquitos. Recomendo, no entanto, que estes sejam colocados próximos a portas e janelas”, completou.