Repelentes para grávidas
Ministério da Saúde negociará produção com Exército para distribuir às gestantes

Repelentes contra o Aedes serão distribuídos em todo o Brasil, com exceção do Rio Grande do Sul
Foto: Divulgação/ AG BrasilO ministro da Saúde, Marcelo Castro, anunciou, na capital paulista, que está em negociação com o Exército para produção de repelente que será distribuído para mulheres grávidas.
“Nós estamos em contato com o laboratório do Exército, que fabrica normalmente esses repelentes para suas tropas. Entramos em contato e vamos estabelecer uma parceria”, declarou após evento do “Seminário Lide”, que reuniu mais de 400 lideranças empresariais da área da saúde.
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, reforçou a necessidade de as mulheres, além de usarem repelente, priorizem roupas que deixam o corpo encoberto.
Castro informou que os repelentes serão distribuídos somente para mulheres grávidas do país, com exceção do Rio Grande do Sul, onde o vírus Zika ainda não circula.
“Estamos dando atenção especial às gestantes e mulheres em período fértil. É o nosso grande foco. É drama humano, de dimensões extraordinárias, uma mulher grávida saber que foi picada por um mosquito. Ela vai entrar, seguramente, em pânico, porque sabe das consequências que isso poderá trazer para o seu filho”, declarou o ministro.
O ministro destacou também a atenção à Região Nordeste, onde estão registrados o maior número de casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika.
Números de casos suspeitos - O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado na terça-feira, mostra que são 1.761 casos suspeitos em 422 municípios brasileiros, sendo que Pernambuco permanece como o estado com o maior número de casos (804).