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Grávidas em sinal de alerta

Especialistas dão dicas importantes para gestantes evitarem contrair o zika vírus

relogio min de leitura | Redação 02 de dezembro de 2015 - 20:22

Médicos recomendam uso diário de repelentes, principalmente em braços, pernas e no rosto

Foto: Divulgação

Cautela, cuidado e prudência são as palavras-chave para quem deseja engravidar em curto prazo, de acordo com o infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Artur Timerman. Isso porque os casos de zika vírus no País cresceram 400% em comparação com o ano passado e a doença pode causar microcefalia em bebês.

Transmitido pelo mosquito Aedes Aegypti, o zika é apontado como o principal responsável pelo aumento vertiginoso de registros relacionados ao déficit de crescimento cerebral em fetos em 160 cidades de nove estados brasileiros, segundo o Ministério da Saúde.

O zika vem afetando diretamente as regiões Nordeste e Norte e há indícios de que o Sul/Sudeste seja atingido com maior intensidade nos próximos meses, principalmente durante o verão.

“Ainda não temos a real dimensão desta doença. O que sabemos é que cerca de 80% das pessoas com zika vírus não manifesta os sintomas. Nos três primeiros meses de gravidez, as gestantes precisam de atenção redobrada para não se expor ao mosquito”, orienta o infectologista.

Para o especialista, as chances de proliferação do Aedes Aegypti são maiores no calor. Por isso, a recomendação é que as gestantes protejam o corpo, principalmente as áreas dos braços, pernas e rosto. O primeiro trimestre da gravidez requer cuidado pelo fato de o tecido da criança estar em formação e a barreira da placenta não estar completa.

Segundo Timerman, o exame de sangue é o método mais indicado para a detecção do vírus, apesar de não ser assertivo.

“Hoje, conseguimos diagnosticar o zika por eliminação. Se não for dengue e nem chikungunya, entendemos que seja um caso de zika”, explica o especialista.

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