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São Gonçalo vacina contra febre aftosa

Doença ataca animais, que podem transmitir por alimentos e contato com humanos

relogio min de leitura | Redação 09 de maio de 2015 - 21:16

Em São Gonçalo, devem ser imunizados cerca de 2 mil animais de 200 produtores rurais

Foto: Divulgação

A Subsecretaria Municipal de Agricultura de São Gonçalo deu o pontapé inicial na campanha de vacinação contra a febre aftosa esta semana. O município é um dos poucos do Estado do Rio que realizam a aplicação gratuita da vacina aos pequenos e médios produtores, que somam 200 em todo a cidade, com cerca de 2 mil animais cada.

A primeira dose será aplicada durante todo esse mês, para o gado de todas as idades. A vacinação é obrigatória também para todos os criadores de animais, que devem comprová-la, por meio de declaração, no Núcleo de Defesa Agropecuária, localizado na Alameda São Boa Ventura, 770, Fonseca, Niterói.

A fase seguinte acontecerá em novembro. Esta segunda dose é destinada somente aos bovinos e bubalinos de até 24 meses de idade.

A campanha tem objetivo de prevenir que o proprietário do gado se infeccione, pois nesses casos a criação será interditada e a comercialização de seus produtos proibida. Além de ter de sacrificar todo o rebanho.
A doença ataca animais bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos e todos os animais com casco fendido (de duas unhas).

A transmissão do vírus pode ser feita por meio de alimentos contaminados, pelo contato com animais doentes, pela carne, leite e pelos derivados desses produtos, além do sêmen dos bichos.

Os sintomas nos produtores contaminados são: febre alta; salivação abundante; feridas entre as unhas e feridas no úbere (glândulas mamárias).

De acordo com o subsecretário municipal de Agricultura, Carlos Afonso, a campanha é muito importante, pois o prejuízo em todo o gado pode tomar proporções enormes ainda que apenas um animal esteja infectado.

“Vamos visitar todos os pequenos e médios criadores do município. Ainda que apenas um animal esteja infectado, há perca total do rebanho, e, com isso, nem o município e o Estado podem comercializar a carne dos animais. Isto prejudica diretamente a economia e produção da cidade”, disse Carlos Afonso.

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