Mãe faz apelo desesperado por filha desaparecida há seis meses

Marcele comprou um videogame na esperança da volta da filha para casa no ‘Dia das Crianças’
Foto: Alex RamosA comemoração do “Dia das Crianças” ontem teve “sabor amargo” para a moradora de Niterói, Marcele Silvério Moreira da Silva, de 34 anos. A tristeza era evidente no semblante da dona de casa, que chegou a comprar um presente para a filha Polyanna Katelin da Silva Ribeiro, 10, que desapareceu no dia 2 de abril, próximo à casa da família, em Piratininga. Para adquirir o presente, Marcele chegou a vender uma moenda de cana e, com uma parte fez compras, com a outra comprou um videogame que Polyanna pedia desde o ano passado.
“Eu nunca tive condições de comprar um. Mas agora fiz esse sacrifício pois estou à espera da Polyanna. A esperança é o que me mantém viva. Não estou conseguindo viver direito sem minha filha. Estou definhando”, contou a dona de casa.
A mulher é mãe de outras três filhos, de 18 e 3 anos e de um recém-nascido, de 17 dias. Mas conta que a alegria de Polyanna faz falta na casa da família.
“Tudo que olho é dela. A piscina, nós compramos para ela; as redes, ela que pediu para comprar. Não estou aguentando viver assim, sem minha menina. Estou à base de remédios para não entrar em desespero. Minha filha era uma menina tranquila, que não tinha nenhum motivo para fugir ou para fazerem maldade com ela”, explicou Marcele.
Nas redes sociais, a dona de casa mostrou o presente e se declarou para a filha, em busca de novidades no caso, no domingo.
“Que covardia! Amanhã todos vão abraçar seus filhos, desejar feliz Dia das Crianças e dar presentes a eles. Eu não posso fazer isso. Ai, meu Deus, Polyanna, seu presente tá aqui, amor, esperando você voltar, minha filha. Eu amo você. Seu pai e eu fizemos um esforço e compramos para você, meu amor. Sei que você vai adorar, filha. Quando você pediu, a gente não podia te dar, meu anjo. Volta, amor. Deixa minha filha voltar para casa, para mãe dela”, escreveu. (Daniela Scaffo)
Dona de casa cobra uma solução para o caso
Sem novidades sobre o paradeiro da filha, Marcele cobra mais empenho da polícia. Polyanna saiu de casa por volta das 21h do dia 2 de abril para ir numa quitanda próxima de sua casa, na Rua Chico Xavier, em Piratininga, para comprar uma caixa de fósforo. Desde então, ela não foi mais vista. Segundo o dono do comércio, a menina sequer chegou ao local.
“A DH realiza excelentes trabalhos, soluciona os casos rapidamente. Por que minha filha está desaparecida há seis meses e até agora não tenho nenhuma novidade?”, indagou a mãe da menina.
Quem tiver informações que ajudem na localização de Polyanna, pode ligar para o Setor de Descoberta de Paradeiros da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, através do telefone 2717-2949 ou encaminhar mensagens para o WhatsApp do Portal dos Desaparecidos do Disque-Denúncia, no 99626-4393.
A Polícia Civil não respondeu a OSG sobre os questionamentos da mãe de Polyanna.