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Polícia faz megaoperação no Complexo do Caramujo

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 10 de outubro de 2015 - 19:17

Operação, que contou com mais de 100 policiais militares e civis, teve como alvo o traficante Tineném

Foto: Sandro Nascimento

Por: Renata Sena

A sequência de crimes cometidos por traficantes do Complexo do Caramujo, na Zona Norte de Niterói, fez com que mais de 100 policiais civis e militares, quatro carros blindados e dois helicópteros atuassem numa megaoperação, no local, e no Salgueiro, em São Gonçalo, além de outras comunidades dominadas pela facção criminosa Comando Vermelho (CV), na manhã de ontem.

Líder do tráfico do Caramujo, e principal alvo da polícia, o nome do traficante Rodrigo da Silva Rodrigues, o Tineném, de 31 anos, constava entre os cinco mandados de prisão a serem cumpridos durante a operação. Apesar de nenhum dos alvos terem sido encontrados, outros cinco criminosos foram presos em flagrante durante a ação policial, onde drogas foram apreendidas e um carro roubado foi recuperado.

A operação teve início, por volta das 5h, e contou com policiais militares do 7º BPM (São Gonçalo) e 12º BPM (Niterói), policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, além de policiais de diversas delegacias dos dois municípios.

De acordo com o delegado Sérgio Caldas, diretor do 4º Comando de Policiamento de Área (CPA), a operação foi articulada para capturar o grupo, liderado por Tineném, responsável por diversos crimes na região, entre eles o ataque ao carro da atriz Fabiana Karla, no início de agosto, a morte da empresária Regina Stringari Múrmura, 69, que junto com o marido, o juiz arbitral Francisco Múrmura, 70, foi agredida e baleada pelos criminosos, no início desse mês.

Nos dois casos, as vítimas entraram no Caramujo por orientações de guias de localização e se tornaram alvos dos bandidos.

Outro caso atribuído ao bando de Tineném é a agressão e o desaparecimento do casal Edvaldo Evans Brito Correa, 70, e Jane Siems Correa, 72, que moravam no Morro do Castro, em São Gonçalo, desde 1986. Na noite do dia 29 de setembro, o sossego dos idosos chegou ao fim quando traficantes armados torturaram o casal e o levaram de casa. Até o momento, os corpos dos idosos não foram localizados.

“Tiramos das ruas uma atuante quadrilha de roubo. Mas não vamos parar, continuaremos em busca dos nossos alvos”, disse Caldas.

Um preso acabou baleado 

Após ser socorrido, o menor de 16 foi levado à 76ªDP (Foto: Sandro Nascimento)
Após ser socorrido, o menor de 16 foi levado à 76ªDP (Foto: Sandro Nascimento)

Durante a operação, um veículo Polo, de cor prata, roubado em São Gonçalo, foi visto com cinco acusados próximo ao Caramujo. Houve perseguição e troca de tiros. Na localidade conhecida como Igrejinha, o carro foi abandonado, e os cinco acusados encontrados no meio da mata.

Identificados como Wanderson Anys Santiago dos Santos, 22, e Sergio da Silva Santana Junior, 19, foram presos, e três adolescentes, dois de 15 anos e um de 16 acabaram apreendidos.

O jovem de 16 anos acabou baleado e foi socorrido para o Hospital Estadual Azevedo Lima, onde recebeu atendimento e acabou liberado.

As prisões em flagrante foram registradas na 76ª DP (Centro).

Recompensa de R$5 mil por Tineném

11 500 cartaz tinenemO Portal dos Procurados, do Disque-Denúncia, aumentou para R$ 5 mil a recompensa por informações que levem à prisão o chefe do tráfico do Complexo do Caramujo, em Niterói. Com cinco mandados de prisão pendentes, Tineném também é acusado de executar, com mais de 50 tiros de fuzil, o sargento Joílson da Silva Gomes, em fevereiro de 2014. Lotado no 12ºBPM (Niterói), o PM foi assassinado porque participou de uma incursão para acabar com um baile funk no Caramujo.

Considerado um dos bandidos mais sanguinários do estado, ele também seria o responsável por abrigar comparsas do Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, além de promover arrastões em Niterói.

Quem tiver alguma informação sobre a localização de Tineném e de seus comparsas pode enviar uma mensagem de texto, vídeo ou fotos para o WhatsApp do Portal dos Procurados (96802-1650) ou entrar em contato com a Central Disque-Denúncia (2253-1177) ou 0300-253-1177, para quem estiver fora da capital .

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