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BR-101 vive rotina de ataques de traficantes do Salgueiro

relogio min de leitura | Redação 08 de outubro de 2015 - 22:16

Trecho que compreende o Complexo do Salgueiro virou uma espécie de ‘Faixa de Gaza’. Na noite da última terça-feira, traficantes alvejaram veículo da Seap que fazia transporte de presos

Foto: Luiz Nicolella

Por Renata Sena

Nos últimos três meses, pelo menos 12 equipes das polícias Rodoviária Federal (PRF) e Militar e da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) foram alvos de disparos na Rodovia Niterói-Manilha (BR-101), na altura do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, onde traficantes montaram uma boca de fumo a poucos metros da rodovia.

O levantamento foi feito pela própria PRF, que voltou a ser alvo dos criminosos na noite de terça-feira. Os agentes realizavam uma blitz de rotina para tentar apreender motocicletas roubadas, próximo à passarela do Luiz Caçador, na pista sentido Itaboraí, quando criminosos da localidade conhecida como Recanto das Acácias atiraram contra as equipes. Como medida de segurança para os usurários da rodovia, os policiais interromperam o trânsito até o cessar fogo. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

A audácia dos criminosos, no entanto, não ficou restrita a esse ataque. Segundo os agentes do posto de Itaúna - que é blindado por estar localizado em área de risco - foram nove em apenas três meses.

“O Complexo do Salgueiro se expande do Km 307 até o 309. O posto da PRF fica na altura do 308, no meio de tudo, onde os ataques ocorreram”, explicou um policial rodoviário.

E foi nesse mesmo trecho da rodovia que uma viatura da Seap, utilizada no transporte de presos, também foi alvejada, no último domingo. Os agentes penitenciários seguiam sentido Itaboraí quando os disparos começaram, próximo ao Salgueiro. Uma das balas ficou alojada na porta direita do veículo e os vidros ficaram estilhaçados. Ninguém se feriu.

No dia anterior, criminosos da mesma comunidade já haviam efetuado disparos contra policiais do 7ºBPM (São Gonçalo), que passavam pelo local.

“Eu, por exemplo, que uso a rodovia todos os dias para ir e voltar do trabalho fico apavorado com a possibilidade de ficar no meio do fogo cruzado”, disse um motorista, morador de Itaboraí, que preferiu não se identificar.

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