Terceiro suspeito da morte de João Beto no Carrefour é preso
O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Porto Alegre

Nesta terça-feira (24), mais um acusado de estar envolvido na morte do autônomo João Alberto Freitas, de 40 anos, foi preso pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Já são três suspeitos capturados pelos agentes, sendo os outros dois, os seguranças da unidade do Carrefour que foram flagrados espancado a vítima até a morte, em Porto Alegre.
O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DPHPP) de Porto Alegre, contudo, ainda não foi divulgada a identidade do terceiro preso. Uma coletiva de imprensa foi convocada, onde serão repassados mais detalhes.
Os investigadores têm colhido informações nos últimos dias de testemunhas-chave para o caso, além de ex-funcionários do estabelecimento. A Polícia Civil ouviu o depoimento da agente de fiscalização do mercado, Adriana Alves Dutra, que tentou impedir a filmagem do assassinato de João Beto.
Adriana diz não ter escutado a vítima pedir socorro, e narra ter sido chamada para conter a briga entre o cliente e uma outra funcionária do mercado. Segundo ela, antes de chegar ao estacionamento, Beto teria empurrado uma cliente, mas nenhuma imagem passada para a polícia mostra esse ocorrido. Foi relatado ainda que ela teria chamado a Brigada Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) assim que soube da briga.
De acordo com alguns vídeos que rondam a internet, Adriana aparece próximo ao corpo de João Alberto, que estava sendo espancado e ainda gritava por ajuda, dizendo: “Estou morrendo”. A funcionária da empresa filma a ocasião e quando percebe que outra pessoa estava gravando, solicita que o vídeo seja parado.