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Após surtar e matar a mãe em SG, jovem ainda não acredita no que fez

Crime aconteceu em julho

relogio min de leitura | Redação
Paulo Henrique da Silva Faria, de 23 anos, ainda não consegue acreditar no que fez
Paulo Henrique da Silva Faria, de 23 anos, ainda não consegue acreditar no que fez -

Renata Sena 

Quase quatro meses após sofrer um surto psicótico e matar a própria mãe, com cortes no peito e na barriga, Paulo Henrique da Silva Faria, de 23 anos, ainda não consegue acreditar no que fez. Preso numa unidade prisional comum, a família conta que o jovem ainda não tem data para ser transferido para um presídio psiquiátrico, mesmo tendo um laudo médico apontando a doença mental. 

Paulo Henrique matou a mãe, Paula Valéria da Silva Faria, de 40 anos, depois de comer folhas da bíblia e dizer que ia curá-la de um câncer em seu peito. O jovem repetiu esse comportamento por duas semanas e a família chegou a buscar ajuda médica, por algumas vezes. Porém, não conseguiram internar o rapaz. 

No  início da manhã do dia 27 de julho, na comunidade do Pombal, no Porto Novo, em São Gonçalo, o jovem matou a mãe. Ele cortou o peito e a barriga da cuidadora de idosos e, quando a tia chegou na cena do crime, ele disse que tinha curado a mãe de um câncer. 

 Ele cortou o peito e a barriga da cuidadora de idosos
Ele cortou o peito e a barriga da cuidadora de idosos |  Foto: Arquivo/OSG
 

Mesmo totalmente fora de si, o jovem foi linchado por moradores da região. Ele ficou um mês internado em estado gravíssimo e após a recuperação, foi transferido para uma unidade prisional.

"Após todo esse tempo a família só conseguiu visitar ele há uma semana. Ele ainda não fala coisas com nexo e ainda não acredita na morte da mãe. Não entende como aconteceu", contou um familiar do jovem. 

Jovem foi linchado por moradores da região
Jovem foi linchado por moradores da região |  Foto: Leonardo Ferraz / Arquivo/OSG
 

A família ainda destaca que entendem a importância dele pagar pelo ato, mas esperam que a lei seja cumprida e que ele tenha o direito de pagar sendo tratado. "Ele tem que ficar preso num presídio psiquiátrico. Sendo tratado e medicado, com acompanhamento médico", declarou a familiar do acusado, que responde por homicídio.  

O Ministério Público respondeu, através de nota, que "O resultado do exame de sanidade já consta da instrução neste processo. De acordo com as últimas movimentações, o juízo encaminhou o processo para manifestações da defesa e, inclusive ontem, dia 16/11, ao Ministério Público. Após, retornarem conclusas as manifestações, segue para deliberação do juízo".

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