Milicianos invadiram casa de testemunha

Diarista teve que abandonar casa após morte de Miridian
Foto: Julio DinizMenos de uma semana após a execução da dona de casa Miridian Pereira Mascarenhas, de 30 anos - que testemunhou à juíza Patrícia Acioli sobre a atuação de um grupo de extermínio em São Gonçalo -, a polícia recebeu informações de que a casa em que a vítima vivia com a família, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi invadida por milicianos. O local deve ser alvo de uma operação nos próximos dias.
Enquanto isso, a diarista X, de 54 anos, vive escondida com os três netos, de 3, 5 e 9 anos, todos filhos de Miridian. Temendo a próxima vítima do bando, ela deixou a casa própria apenas com a roupa do corpo e alguns documentos.
“Só queria tirar minhas coisas de lá e tentar retomar minha vida. O Estado já tirou tudo o que eu tinha”, disse indignada a diarista.
Investigações - Segundo as investigações, Miridian já havia sofrido ameaças de integrantes de um grupo paramilitar que atua no Conjunto da Marinha, também em Nova Iguaçu. O caso foi registrado na Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (RO 207/2014), em março de 2014, mas os autores do crime não foram indentificados.
Miridian e seu marido, o caseiro Carlos Davi da Silva foram executados a tiros, no bairro Marapicu, em Nova Iguaçu, no último sábado. A Divisão de Homicídios investiga o crime.