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DH prende em São Gonçalo acusado de matar ex-prefeito

relogio min de leitura | Redação 10 de setembro de 2015 - 22:22

Além do assassinato de Bianchini (à esquerda), Daniel será investigado pela morte do PM Multlock

Foto: Leonardo Ferraz

Por Renata Sena

Acusado de envolvimento no assassinato de Rogério Bianchini, de 63 anos, ex-prefeito da cidade de Macuco, na Região Serrana do Rio, Daniel Aleixo Guimarães, de 31 anos, foi preso por policiais da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, no Porto da Pedra, em São Gonçalo, na manhã de ontem. Ele também é investigado pela especializada por outras três mortes, entre elas a do cabo Luiz Carlos Barbosa de Lima Júnior, o Multlock, executado com tiros de fuzil em maio desse ano.

Daniel foi surpreendido na casa da mãe, na Rua Abílio José de Matos, e não resistiu à prisão. Contra ele foi cumprido um mandado de prisão temporária de 30 dias. No endereço, os agentes apreenderam um computador e um telefone celular.

Segundo as investigações, o acusado foi convocado para trabalhar na Câmara dos Vereadores, mas acabou sendo demitido uma semana após o crime. Durante esse período, Daniel não compareceu ao serviço, mas mantinha uma casa alugada próxima à residência da filha do ex-prefeito para estudar sua rotina. Daniel teria R$ 200 mil para executar Bianchini.

“Vamos manter algumas coisas sob sigilo para não atrapalhar as investigações, mas acreditamos que ainda existam outras três pessoas envolvidas neste caso”, explicou o delegado Fábio Barucke.

Os outros crimes atribuídos a Daniel são os assassinatos de um assessor do próprio Bianchini e de outro ex-prefeito de Macuco, em 2006.
“Todas esses outras mortes estão sendo investigadas. Tanto a do político quanto a do seu assessor podem ter motivação política. Já a do PM seria por um conflito passional. Vamos ouvir algumas pessoas e seguir com as investigações”, encerrou o delegado.

Daniel, que negou participação em todos os crimes, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado.

Rogério Bianchini, 63, foi executado a tiros em abril, na frente da casa onde morava, em Macuco. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

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