Morte de testemunha de juíza é mantida sob sigilo

Miridian: executada sábado
Foto: DivulgaçãoPoliciais da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) informaram que as investigações sobre a morte da dona de casa Miridian Pereira Mascarenhas, a Mimi, de 30 anos - testemunha da ação de um grupo de extermínio em São Gonçalo - e de seu marido, Carlos Davi da Silva, serão mantidas sob absoluto sigilo.
De acordo com o delegado Fábio Cardoso, titular da especializada, a medida é para impedir que testemunhas do caso sejam coagidas no curso do inquérito policial. “Já ouvimos algumas testemunhas e imagens de câmeras de segurança serão analisadas. No entanto, não podemos revelar nenhum detalhe do caso para não atrapalhar as investigações”, explicou o o delegado.
Crime - Miridian foi executada com sete tiros junto com o marido, ao sair de casa para comprar cigarros, próximo à sua residência num bairro de Nova Iguaçu, controlado por milicianos.
Ela era a principal testemunha da ação de um grupo extermínio suspeito de envolvimento em pelo menos 20 mortes em São Gonçalo. Um dos crimes mais chocantes atribuídos ao grupo foi o assassinato de Dyego Virtuoso, o Bodinho, 26, sequestrado, torturado e executado, em agosto de 2010.