Mulher morta pelo marido PM deixa quatro filhos : "uma menina feliz, que iluminava"

Cabo da PM Leandro Alves de Siqueira atirou contra si

Enviado Direto da Redação
Depois de matar a esposa, o policial atirou contra os sogros e contra a si, numa tentativa frustrada de tirar a própria vida

Depois de matar a esposa, o policial atirou contra os sogros e contra a si, numa tentativa frustrada de tirar a própria vida

Foto: Divulgação

Por Renata Sena


"Quando uma mulher morre, pelo simples fato de ser mulher, todas nós morremos um pouco junto. Essa dor é de todas as mulheres que convivem com o machismo e lutam para mostrar que somos seres e não objetos". 


O desabafo é de uma amiga da jovem Priscila da Veiga Freitas, de 32 anos, que foi assassinada pelo marido, um cabo da Polícia Militar lotado no 7°BPM (São Gonçalo).


O crime aconteceu na madrugada da última quarta-feira (23) e, depois de matar a esposa, o policial atirou contra os sogros e contra a si, numa tentativa frustrada de tirar a própria vida.


Segundo amigas, tudo isso por não aceitar perder o controle sobre a vida da jovem, que deixou quatro filhos. 


Priscila foi enterrada na própria quarta-feira (23), numa cerimónia íntima para amigos e familiares. Os pais dela, seguem internados e não puderam comparecer ao último adeus a filha.  


Em sua página no Facebook dezenas de mulheres lamentavam o ocorrido e falavam sobre as consequências do machismo. 


"É um absurdo saber que um projeto de homem tira a vida de alguém só por perceber que esse alguém não é  um objeto". Em outra postagem uma menina comenta que "Agora são quatro crianças sem mãe. Sem poderem conviver com quem mais os amava, só porque um ser como ele achou que pudesse acabar com a vida de alguém". 


Em outros comentários as amigas lembravam de como Priscila era uma menina alegre e cheia de sonhos. "Ela me disse que ia mudar a vida, que não aguentava mais viver assim. Uma menina feliz, que iluminava onde chegava, nao merecia isso", desabafou. 


Cabo da PM Leandro Alves de Siqueira atirou contra si, mas foi socorrido, junto com a sogra, para o Hospital Estadual Alberto Torres,  no Colubandê. O Estado de saúde dos dois era estável, mas hoje o boletim ainda nao foi informado. 


Já o sogro do policial, foi socorrido para o Pronto Socorro Central de São Gonçalo e seu estado é  estável. 


Policiais da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) estão investigando o caso, mas ainda não falaram com a imprensa. O policial foi indiciado por homicídio e por tentativa de homicídio e está preso sob custódia.

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