Ameaçado por rivais, traficante Grisalho é acusado de torturar mãe que estava na ‘fila da morte’ no Muquiço

Caso aconteceu na noite desta segunda-feira (21)

Enviado Direto da Redação

Foto: Divulgação

Policiais militares do 9º BPM (Rocha Miranda) resgataram, na noite desta segunda-feira (21), uma mulher e seis filhos, que foram mantidos em cárcere privado por traficantes do Muquiço, em Guadalupe, Zona Norte do Rio. De acordo com a polícia, o principal responsável pela ação criminosa é o traficante Carlos Eduardo Monteiro Barros, o Grisalho

De acordo com a PM, a mulher foi até os criminosos reclamar que uma de suas filhas havia sido estuprada por integrantes do bando, ligados a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Após ter ido reclamar com os traficantes, ela foi agredida, torturada e esperava o aval de Grisalho para ser executada. 

Antes do aval do traficante, os policiais militares receberam uma denúncia sobre a atividade criminosa. Eles foram até a localidade, onde recebidos a tiros, conseguiram adentrar no local do cárcere e resgatar a família na Rua Osmar Lins. Com a mulher, estavam os seus seis filhos, todos menores de idade. Entre eles, está uma grávida de seis meses.

Ainda segundo os PMs, a família irá deixar a localidade. Durante o resgate, a mulher e os filhos, com ajuda dos policiais, retiraram seus pertences da casa em que moravam na comunidade. Eles serão assistidos pela Subsecretaria de Estado de Vitimados do Rio. 

A mulher foi levada para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz. O caso foi registrado na 35ª DP (Campo Grande).

Grisalho mudou de facção após morte de Schumaker - Grisalho como é conhecido no mundo do crime mudou de facção junto de Thomas Jayson Vieira Gomes, o 3N, após a morte do traficante Schumaker Antonácio do Rosário, o F1 ou Piloto, ex-chefe do tráfico de drogas do Jardim Catarina, assassinado a tiros, em abril do ano passado. Na época, ele chegou a revidar as ameaças e fez um áudio onde prometia reconquistar as áreas que comandava e desafiou alguns desafetos. Ele chegou a ser dado como morto na operação que terminou com a morte de Neném e seus seguranças Xandinho e Ricardinho, em novembro do ano passado, mas não teve o óbito confirmado. 

Veja também