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Testemunha de juíza é assassinada a tiros

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 07 de setembro de 2015 - 21:40

Miridian era testemunha-chave da ação de grupo de extermínio

Foto: Arquivo

Por Gustavo Carvalho

Cinco anos após testemunhar à juíza Patrícia Acioli - assassinada em agosto de 2011 - sobre a atuação de um grupo de extermínio investigado por pelo menos 20 mortes em São Gonçalo, a dona de casa Miridian Pereira Mascarenhas, a Mimi, de 30 anos, e seu marido, o caseiro Carlos Davi da Silva foram executados a tiros, no bairro Marapicu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Os corpos do casal foram sepultados no Cemitério São Miguel, na tarde de ontem.

O crime, que está sendo investigado por agentes da Divisão de Homicídios da Baixada, ocorreu na tarde do último sábado a poucos metros da casa onde a vítima estava vivendo com a família desde 2010, quando deixou São Gonçalo temendo ser alvo do autodenominado ‘Bonde do Zumbi’, formado por cinco policiais militares e outras quatro pessoas.

Beneficiada pela magistrada com o instituto da delação premiada - quando o acusado auxilia nas investigações em troca da redução de pena ou até mesmo do perdão judicial -, Miridian deu informações cruciais sobre a atuação do bando responsável pelo sequestro, extorsão e morte de suspeitos de envolvimento com o tráfico em São Gonçalo e Niterói.

Um dos crimes mais chocantes atribuídos ao grupo foi o assassinato de Dyego Virtuoso, o Bodinho, 26, ocorrido em agosto de 2010. Sequestrado em sua residência no Complexo do Salgueiro, o jovem foi submetido a três horas de sessão de tortura com direito a choques elétricos e sufocamentos com sacos plásticos. Os acusados exigiam R$ 15 mil para libertá-lo, mas as negociações com a família da vítima foram encerradas sem o pagamento do resgate. O corpo de Bodinho foi encontrado com marcas de tiros, na Rua Doutor Manoel Duarte, no bairro Gradim. Após a desarticulação da quadrilha, o Núcleo de Homicídios da 72ªDP (Mutuá), responsável pelas investigações à época, registrou redução de até 90% no número de assassinatos na área da distrital.

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