Médico é preso acusado de integrar quadrilha que fazia provas de vestibular no lugar de alunos
Organização criminosa contava com oito médicos para aplicar a fraude

Um médico foi preso na tarde da última quarta (2), por policiais da 13ª DP (Copacabana), dentro de um clube de tiro no Centro do Rio, suspeito de fazer parte de uma organização criminosa especializada em fraudar vestibulares para cursar Medicina. Contra o médico havia um mandado de prisão temporária pelos crimes de estelionato, organização criminosa e falsificação de documento público.
De acordo com investigações da Polícia Civil de São Paulo, o acusado era um dos oito médicos, intitulados como “pilotos” pela organização, responsável por fazer as provas de vestibular no lugar dos candidatos inscritos. Ele morava em São Paulo, mas se mudou para o Rio para fazer residência na área de Radiologia, no Instituto Nacional do Câncer (Inca).
A polícia descobriu que todo o processo era feito pelos médicos da quadrilha, como assinar a lista de presença, a folha de respostas e também usavam suas próprias impressões digitais. Tudo isso tinha um custo para os 'clientes' de até R$ 80 mil.
A organização também contava com um mentor, responsável por intermediar o contato entre os alunos e os médicos. Segundo a Polícia Civil, pelo menos cinco faculdades em São Paulo, Paraná, Paraíba e Pernambuco foram alvos da quadrilha.