PF realiza 'Operação Expurgo' para prender criminosos de facção do Rio
O PCC buscava expandir sua influência no Rio

A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (25), a Operação Expurgo, que visa cumprir 27 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão contra a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), que se iniciou em São Paulo, mas agora atuam por todo o Brasil. O PCC buscava, segundo investigações, expandir sua influência no Rio formando alianças com outras facções criminosas locais.
Só nesta manhã (25), foram cumpridos vinte mandados de prisão, sendo sete deles no Rio. Um desses mandados cumpridos foi o de Rafael Barreto Cobra, conhecido como Digato, em Realengo. Além disso, no Rio, ainda existe um mandado em aberto para Três Rios. Cinco dos sete acusados do Rio já estão presos. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Bangu.
A operação também foi deflagrada em outros estados, como São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Pará e Mato Grosso do Sul.
Na operação, que teve início em 2018, os agentes descobriram que os criminosos que são líderes da quadrilha conseguem comandar a facção mesmo estando nos presídios. Na facção, existem hierarquias bem definidas e regras que devem ser seguidas por todos. Caso alguém não siga uma das regras, existem punições.
O grupo se comunica através de aplicativos que definem as tarefas diárias de todos, possibilitam debates e decisões, difundem as diretrizes a serem adotadas pelos membros da facção e monitoram as atividades dos agentes das forças estaduais.
O nome 'Operação Expurgo' faz referência ao movimento da Polícia Federal que visa desestruturar e por um fim à organização criminosa no Rio, evitando que ela cresça cada vez mais.
Os presos na Operação Expurgo serão encaminhados para a sede da Polícia Federal e, após isso, serão encaminhados para o sistema prisional. Eles serão autuados por tráfico de drogas e organização criminosa.