"Toda aquela imagem altruísta era só para alcançar a carreira política", diz delegado sobre Flordelis
As investigações apontaram outras tentativas de assassinar o pastor

Nem o choro, nem a tentativa de demostrar dor ou tristeza foram suficientes para inocentar a Deputada Federal Flordelis que, após um anos e dois meses de investigações, foi apontada como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, ocorrido em 16 de junho, do ano passado. Na ocasião, a pastora Flordelis relatou que o marido morreu durante uma tentativa de assalto a casa da família, no Badú, em Niterói.
Mas o depoimento não convenceu a policiais da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo e as investigações foram revelando uma verdadeira guerra familiar na casa dos pastores, que fingiam ser exemplos como líderes religiosos.
Os 55 filhos, viviam um verdadeiro racha dentro de casa. Os aliados a mãe, tinham, inclusive, acesso à alimentação, roupas e presentes, que os outros irmãos não recebiam.
De acordo com as investigações, esse grupo aliado a Flordelis se incomodava com o controle financeiro imposto por Anderson e, juntos, já haviam arquitetada outros planos para matar o pastor.
"De acordo com as investigações, toda aquela imagem altruísta era só para alcançar a carreira política. A principal motivação foi financeira. As investigações apontaram outras tentativas de assassinar o pastor, envenenando, por exemplo", explicou o delegado responsável pelo caso, Allan Duarte.
Apesar de apontada como mandante do caso, e indiciada pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa majorada, a deputada conta com imunidade parlamentar e não teve mandado de prisão expedido.

A Polícia Civil informou que a DHNISG vai encaminhar à Câmara dos Deputados cópia do inquérito para que seja tomada medidas administrativas cabíveis. O procedimento poderá levar ao afastamento da parlamentar para que ela responda pelo crime na prisão.