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Familiares de jovem baleado em ação da PM afirmam que ele é trabalhador

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 02 de setembro de 2015 - 22:58

Parentes e amigos de Felipe passaram a noite no hospital

Foto: Alex Ramos

Por Marcela Freitas

Familiares do motoboy Felipe de Oliveira Pinna, de 25 anos - baleado durante uma operação de policiais do 12ºBPM (Niterói) no Morro do Preventório, em Charitas, Zona Sul de Niterói, na noite de terça-feira - garantem que o jovem não possuía qualquer envolvimento com o tráfico e voltava de uma consulta médica quando foi atingido por três tiros de fuzil.

Pai de duas meninas, uma de um ano e outra de cinco, o rapaz trabalha de carteira assinada numa empresa de entregas, segundo familiares.

“Ele foi ao hospital verificar os pinos que está usando na perna por conta do acidente que sofremos juntos. Estamos desde ontem aqui no hospital. Estou com o coração na mão. O estado dele é grave”, desabafou a vendedora Dayse Sousa, 27, esposa da vítima.

Durante a tarde de ontem, o clima ainda era de tensão no Morro do Preventório. No local onde Felipe foi ferido, ainda havia manchas de sangue.

“Quatro policiais já chegaram atirando. Só depois de alguns minutos que um deles percebeu o equívoco e colocou uma toalha nos ferimentos dele”, comentou um morador.

Investigações - De acordo com Polícia Civil, as circunstâncias em que Felipe foi baleado estão sendo investigadas, assim o como o protesto violento dos moradores que terminou com três ônibus queimados. Os PMs envolvidos na operação foram ouvidos e tiveram suas armas apreendidas e encaminhadas para a perícia. Os agentes aguardam a recuperação da vítima para que ela preste depoimento.

O ataque aos ônibus da Auto Viação 1001 provocou um prejuízo avaliado em 1,2 milhões para a empresa. O delegado Luiz Henrique Marques Pereira, da 79ªDP (Jurujuba), informou que instaurou inquérito para apurar o ato de vandalismo.

Segundo informações repassadas à polícia, homens com toucas ninjas teriam participado do ataque aos coletivos. Óleo diesel e gasolina teriam sido usados para incendiar os coletivos.

O comando do 12ºBPM informou que houve confronto na comunidade e uma pistola foi apreendida durante a ação.

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