Médico investigado pela morte de MC Atrevida afirma: "ela morreu porque tinha que morrer"

Segundo o laudo da funkeira, ela morreu por uma infecção generalizada

Enviado Direto da Redação
O caso segue sendo investigado pelos agentes da 20ª DP (Vila Isabel)

O caso segue sendo investigado pelos agentes da 20ª DP (Vila Isabel)

Foto: Reprodução/Instagram

O médico Wilson Ernesto Garlaza Jara, que está sendo investigado pela morte da funkeira Fernanda Rodrigues, conhecida como a MC Atrevida, esteve nesta segunda-feira (03) na 20ª DP (Vila Isabel) prestando depoimento. O médico afirmou que já realizou cerca de 4.600 procedimentos similares ao de Fernanda e que a funkeira morreu, "porque tinha que morrer, já que são circunstâncias da vida". As informações são do jornal O Dia.


O médico, que estava em uma cadeira de rodas, não falou com a imprensa. Wilson Ernesto se recupera de um AVC que sofreu após realizar o procedimento em Atrevida. Foi por isso, inclusive, que o médico faltou ao primeiro depoimento na última semana. 


"Eu comuniquei à polícia que ele não se encontra em condições psicológicas, não está lúcido, porque sofreu dois AVCs três dias depois do procedimento. Mas o trouxemos para mostrar nossa boa vontade", disse Carlos Costa, o advogado de defesa do médico acusado.


Wilson teria realizado em Mc Atrevida um procedimento conhecido como lipoescultura, na qual é retirada a gordura das costas do paciente e o conteúdo é injetado no glúteo da pessoa. O procedimento foi realizado em Fernanda foi feito na clínica Rainha das Plásticas, em Vila Isabel, no último dia 16. A dona da clínica, Wania Tavares, inclusive, já prestou depoimento e disse que confia em Wilson. Após realizar a lipoescultura, MC Atrevida teria ido para a casa de uma amiga e, segundo essa mesma amiga, ali a funkeira já começou a se queixar de  dores no corpo. No entanto, Fernanda só foi ao Hospital municipal Evandro Freire cerca de 10 dias após o procedimento. 


"Ele pouco pôde acrescentar sobre o episódio envolvendo a Fernanda, disse apenas que não se lembra de ter acontecido nenhum evento problemático no procedimento", continuou Carlos Costa ao defender seu cliente. Já Wilson não se dirigiu à imprensa em momento nenhum.


"Estamos aguardando resposta oficial do Conselho Regional de Medicina e vamos colher outros depoimentos. Se ficar constatado que ele não tinha expertise para realizar um procedimento cirúrgico, a investigação pode ir por essa linha de não só um erro médico, como a imputação de um fato delituoso", afirmou o delegado do caso. 


Entenda mais sobre o caso: 


https://www.osaogoncalo.com.br/seguranca-publica/85855/medico-que-realizou-procedimento-em-mc-atrevida-presta-depoimento 


https://www.osaogoncalo.com.br/cultura-e-lazer/85688/mc-atrevida-de-44-anos-morre-apos-realizar-procedimento-estetico 

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