Tráfico danifica fiação de concorrentes e aumenta seu 'serviço' de internet no Jardim Catarina

Polícia Civil está investigando o caso

Escrito por Redação 08/07/2020 16:14, atualizado em 07/07/2020 16:49
. Foto: Divulgação



A chegada da pandemia causada pelo novo coronavírus trouxe consigo uma grande crise em diversas áreas do comércio, e acredite, também para a venda de drogas. Por isso, traficantes do Jardim Catarina, em São Gonçalo, aceleraram uma modalidade de crime que já vinha sendo praticado na área, a destruição da fiação de empresas de telefonia com a intenção de que moradores assinem serviços ligados aos traficantes.



Segundo moradores da região, a empresa Oi é uma das mais afetadas pela prática criminosa dos traficantes ligados ao Comando Vermelho (CV), isso porque a empresa era que tinha a maior atuação no bairro, visto que é a primeira a oferecer o serviço de telefonia residencial.



Assim, diversas famílias estão ficando sem o serviço contratado, tendo que fazer assinaturas em 'empresas' ligadas ao tráfico.



De acordo com um morador, há pessoas sem o serviço contratado, de empresas consolidadas no mercado, há pelo menos três meses, enquanto outros tiveram o serviço interrompido mais recentemente.



Outro morador conta que enquanto o traficante Schumaker Antonácio do Rosário, o F1, era vivo, trabalhadores das empresas de telefonia eram cobrados para poder fazer seu trabalho. O mesmo morador, no entanto, não disse se os valores eram pagos.



Segundo a denúncia dos moradores, as ruas mais atingidas atualmente são: Ouro Fino, Hermínio Borges Nogueira, Florentino Geovane e Eugenio Fromentin.



Essa prática, muito comum em locais dominados por grupo paramilitares, as milícias, eram odiadas pelo tráfico de drogas, contudo, atualmente, parece que a rentabilidade da modalidade criminosa mudou o 'pensamento' dos traficantes, fazendo com que moradores dessas regiões sintam-se cada vez mais enfraquecidos.



A empresa Oi, que foi citada por um morador como uma empresa atingida, foi contactada, e respondeu que "questões de segurança pública que possam afetar a prestação dos serviços da companhia são comunicadas às autoridades para que as devidas providências sejam tomadas".



A Polícia Civil confirmou que está investigando o caso, afirmando inclusive que agentes da 74ªDP (Alcântara) "realizam diligências que possam ajudar a esclarecer os fatos".

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