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Dupla é procurada por envolvimento no 'Escritório do Crime' no Rio

João Luiz, o Gago, e Anderson Oliveira, O Mugão, são considerados foragidos da Justiça

relogio min de leitura | Redação 30 de junho de 2020 - 17:42
O mesmo grupo criminoso é apontado como autor da tentativa frustrada de execução  de dois PMs
O mesmo grupo criminoso é apontado como autor da tentativa frustrada de execução de dois PMs -

O Portal dos Procurados divulgou nesta terça-feira (30) um cartaz para ajudar a Delegacia de Homicídios da Capital (DH/Capital) com informações que levem a localização e prisão de João Luiz da Silva, o Gago, de 48 anos e Anderson de Souza Oliveira, o Mugão, de 44. Eles são procurados por envolvimento com a organização criminosa denominada 'Escritório do Crime', que se dedicam a homicídios por encomenda. Os dois já são considerados foragidos da Justiça.

Nesta terça (30), a Delegacia de Homicídios da Capital, em conjunto com  Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Polícia Civil do Estado (PCERJ) e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar (PMRJ), deflagrou, a operação Tânatos, numa referência ao 'Deus da Morte', na mitologia grega.

A investigação contou também com apoio da  força-tarefa da  Coordenação-Geral de Combate ao Crime Organizado da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SEOPI/MJSP). Foram presos no início da manhã Leonardo Gouvêa da Silva, o Mad, de 39 anos, e Leandro Gouvêa da Silva, o Tonhão, de 41. 

A operação é resultante de três denúncias apresentadas pelo GAECO/MPRJ, que descrevem os crimes cometidos pelo grupo, que possuía ligação estreita com Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como 'Capitão Adriano', que exercia forte influência sobre o bando, o qual nutria verdadeira reverência a sua representatividade no submundo do crime.

“Capitão Adriano' é apontado como mandante do homicídio de Marcelo Diotti da Mata, cuja execução, na noite de 14 de março de 2018, no estacionamento de uma hamburgueria na Barra da Tijuca, ficou a cargo do grupo criminoso agora denunciado. Diotti, que já havia sido preso por homicídio e exploração de máquinas de caça-níqueis, era visto como desafeto por seus executores.

O mesmo grupo criminoso é apontado como autor da tentativa frustrada de execução do PM reformado Anderson Cláudio da Silva, conhecido como Andinho, e do também PM Natalino dos Santos Rodrigues, em 6 de janeiro de 2018, na Rua Ribeiro de Andrade, em Bangu. O primeiro alvo, no entanto, não foi atingido pelos disparos.

A organização possui estrutura ordenada e voltada, sobretudo, para o planejamento e execução de homicídios encomendados mediante pagamento em dinheiro ou outra vantagem.

No grupo João Luiz da Silva, o Gago, e Anderson de Souza Oliveira, Mugão, têm como incumbência o levantamento, a vigilância e o monitoramento das vítimas, sendo ainda braços armados do grupo. Ambos são ex-policiais militares.

E diante dos fatos e em decisão exarada pela Justiça, em conformidade com Autoridade Policial da DH/Capital, Drº Daniel Rosas, foi expedido mandado de prisão pela 4ª Vara Criminal da Capital, com pedido de mandado de prisão preventiva em desfavor dos suspeitos Anderson de Souza Oliveira e João Luiz da Silva.

Quem tiver qualquer informação a respeito da localização de foragidos da Justiça, pode denunciar pelos seguintes canais: Whatsapp Portal dos Procurados (21) 98849-6099; pelo Facebook, endereço: https://www.facebook.com/procuradosrj/; pela mesa de atendimento do Disque-Denúncia (21) 2253-1177, pelo Aplicativo para celular do Disque Denúncia, e também pelo https://twitter.com/PProcurados ou https://www.instagram.com/portal.dos.procurados/. O anonimato é garantido.  

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