Sara Winter, militante bolsonarista, é presa em Brasília nesta segunda (15)

Sara faz parte do grupo '300 do Brasil'

Enviado Direto da Redação
A militante sempre faz manifestações apoiando Bolsonaro

A militante sempre faz manifestações apoiando Bolsonaro

Foto: Reprodução/Internet

 Sara Winter, militante bolsonarista, foi presa na manhã desta segunda-feira (15), por agentes da Polícia Federal. A prisão está relacionada ao inquérito que investiga o financiamento de protestos antidemocráticos. A prisão de Winter foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O mandado contra Sara foi feito após um pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). Winter é conhecida por fazer parte do grupo '300 do Brasil' que faz constantes manifestações apoiando o governo Bolsonaro.


A informação da prisão de Sara foi confirmada pelo próprio perfil do Instagram do '300 do Brasil'. Após anunciar a prisão de Sara, o grupo em questão publicou imagens com cartazes que diziam "Moraes ditador" e "Moraes imortal", se referindo à Alexandre de Moraes. Na legenda da imagem, o movimento escreveu: "Não vão nos calar #300dobrasil #Saralivre". Ao todo, mais cinco pessoas do grupo em questão também foram presas.


Em abril, ao falar sobre o inquérito do financiamento dos protestos antidemocráticos, o ministro Alexandre de Moraes disse que: “é imprescindível a verificação da existência de organizações e esquemas de financiamento de manifestações contra a Democracia e a divulgação em massa de mensagens atentatórias ao regime republicano, bem como as suas formas de gerenciamento, liderança, organização e propagação que visam lesar ou expor a perigo de lesão os Direitos Fundamentais, a independência dos Poderes instituídos e ao Estado Democrático de Direito, trazendo como consequência o nefasto manto do arbítrio e da ditadura”.


Durante o último final de semana, o grupo de Sara realizou diversas manifestações em Brasília e desrespeitou as normas de isolamento social em decorrência do coronavírus. No sábado (13), por exemplo, o governo do Distrito Federal desmontou o acampamento de Sara e de seu grupo na Esplanada dos Ministérios. Após isso, Sara foi até as redes sociais para protestar contra o fim de seu acampamento e pediu que o presidente "reagisse" à situação.


"Hoje às 6 (horas) da manhã a PMDF junto à Secretaria de Segurança desmantelou baixo (sic) gás de pimenta e agressões. Barracas, geradores, tendas, tudo tomado à força! A militância bolsonarista foi destruída hoje. Presidente, reaja!", pediu ela que é ex-assessora da ministra Damares Alves.


Após o fim do acampamento, Sara e seu grupo ficaram cerca de 30 minutos na parte de cima da cúpula do Congresso. O grupo invadiu o local utilizando a passagem pelo Senado Federal, local que é de acesso proibido ao público. Após isso, ela ainda ficou no gramado do local e, pouco antes da Esplanada dos Ministérios fechar para veículos e pedestres, a bolsonarista e seu grupo simularam um ataque ao prédio principal do STF com fogos de artifício. Enquanto soltavam os fogos, o grupo xingava contra o órgão e os ministros.


Sara também é investigada por um inquérito de fake news. Além disso, o grupo '300 do Brasil' é investigado por suspeita de porte de arma. A investigação está sob o comando pelo Ministério Público.

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