Caso João Pedro: jovens que estavam na casa negam a presença de criminosos na residência
Cinco jovens foram ouvidos pelo MPF

Cinco jovens prestaram depoimento nos últimos três dias ao Ministério Público Estadual e Federal para contar suas versões sobre o dia da morte do menino João Pedro, no Complexo de Salgueiro, em São Gonçalo. As testemunhas que estavam dentro da casa do adolescente no momento da operação revelaram que não havia criminosos atirando na residência do menino.
Esses relatos vão de desencontro com a versão dos policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), que alegaram que, no momento da morte de João Pedro, estava ocorrendo um confronto entre eles e criminosos.
Durante a coletiva de imprensa, na manhã desta quinta (4), a defensora pública Carla Vianna disse que os cinco jovens tinham uma boa visão de toda a casa, por ter muitos vidros e eles negam que tenha tido movimentação de bandidos no entorno da residência.
"Os jovens que foram ouvidos negaram que haviam outras pessoas além dos policiais no quintal da casa. Nenhum deles se referiu a troca de tiros e não tinha nenhum elemento estranho", afirmou a defensora pública.
Além disso, o primeiro depoimento, de um dos adolescentes que estava na casa, foi considero irregular perante a lei pois o jovem teria sido levado em um caveirão no mesmo dia do crime e sem um representante legal. Na ocasião o jovem teria dito à Polícia Civil que viu a criminosos dentro do quintal.
“Naquela situação, o que se esperava era que ela pudesse ter ido por meios próprios, se fosse realmente constatada a necessidade de prestar depoimento naquele momento. Ela pudesse ter tido contato com os pais até em respeito àquela situação que ela viveu. Ela deveria ter sido amparada e acolhida ao ser levada para delegacia. Não entendemos que seja dentro da normalidade condução dessa dentro dessa forma, foi desrespeitosa em se tratando de uma adolescente sem os pais”, disse Carla Vianna.