Advogada é morta a facadas pelo ex-namorado em Niterói

Alex foi preso após dar entrada em hospital psiquiátrico
Por Renata Sena e Thuany Dossares
A advogada Maria Tavares Guilherme, de 43 anos, foi morta a facadas na Travessa Vitor Prestes, próximo à Rua São Januário, no Fonseca, Zona Norte de Niterói, na manhã de ontem. Menos de 10 horas após o assassinato, policiais do 12ºBPM (Niterói) prenderam o autor do crime: Alex Estevão Gomes, 42, com quem a vítima manteve um relacionamento amoroso durante um pouco mais de um mês.
O acusado foi encontrado pelos PMs num hospital psiquiátrico, em Jurujuba, Zona Sul de Niterói, onde teria dado entrada - logo após matar a advogada - alegando estar transtornado.
Segundo investigações da Divisão de Homicídios, Maria saiu de casa para ir à academia, por volta das 7h, quando foi surpreendida por Alex. Os dois discutiram e a vítima chegou a gritar por socorro. “Meu filho ouviu quando ela gritou: ‘calma Alex, calma’. Mas quando chegamos à rua, ele já tinha escapado e ela estava caída no cão”, contou uma testemunha do crime, que preferiu o anonimato.

A advogada chegou a ser socorrida pelos bombeiros e encaminhada ao Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.
“Eles tiveram algum tipo de relacionamento curto, mas tiveram. A motivação ainda iremos apurar melhor, não descartamos nenhuma possibilidade, mas tudo indica que tenha sido algo não correspondido. Ela chegou a trocar de academia por conta dele. Aparentemente já estava perseguindo-a”, explicou o delegado Vilson de Almeida, responsável pelo caso.
Alex - que já possui nove anotações criminais, entre elas lesão corporal, ameaça e desacato - foi preso em flagrante por feminicídio (homicídio em razão de gênero) e pode pegar até 30 anos de cadeia.
Na sede da DH, familiares do acusado se demonstraram inconformados com o ocorrido.
“Não apoiamos ele de forma alguma. Estamos indignados, como ele foi capaz isso? Que Deus conforte a família dessa moça”, comentou uma prima.
A irmã da advogada, que preferiu não se identificar, disse que a prisão de Alex foi um alívio.
“A prisão dele não traz a minha irmã de volta, mas me trouxe um pouco de felicidade nesse momento de dor. Tomara que ele realmente pague pelo que cometeu”, disse muito emocionada.