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Policiais investigados pela morte de João Pedro mudam versão sobre quantidade de tiros disparados

Em novo depoimento, foram ao todo, 64 tiros

relogio min de leitura | Redação 30 de maio de 2020 - 13:14
Policiais civis mudam versão em relação à quantidade de disparos realizados na operação do Complexo do Salgueiro, que terminou com a morte do adolescente João Pedro
Policiais civis mudam versão em relação à quantidade de disparos realizados na operação do Complexo do Salgueiro, que terminou com a morte do adolescente João Pedro -

Os três policiais civis que estão sendo investigados pela morte do menino João Pedro Mattos, de 14 anos, mudaram as versões que deram sobre a quantidade de tiros disparados no dia da operação no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. No primeiro depoimento, os agentes lotados na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), eles alegaram terem disparados, juntos, 23 disparos. Porém, na semana seguinte, no último dia 25, eles retornaram à Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) e contaram que na verdade, eles atiraram um total de 64 vezes.

Depoimento foi dado após a polícia concluir e divulgar que o menino havia sido morto por um tiro disparado por um fuzil calibre 556. Um dos policiais do Core que ia à frente dos demais e que deu mais disparos, disse no segundo depoimentos que atirou com o fuzil calibre 556. No primeiro relato, ele havia informado que só usou um fuzil Parafal calibre 762, com o qual atirou 10 vezes. Na nova versão, ele disse ter dado 31 tiros, 15 com o fuzil 762 e outros 16 com a arma calibre 556.

Foi informado no depoimento também que os disparos realizados pelo helicóptero foram feitos com o fuzil calibre 762 e os disparos com o fuzil 556 foram usados ao desembarcarem da aeronave. O policial contou que errou na primeira versão do relato e só percebeu quando chegou em casa, pois ele estava usando o 566 como um reserva caso desse pane no outro fuzil. Já os outros dois agentes revelaram que atiraram mais vezes do que o relatado no primeiro depoimento. O segundo policial disse ter dado 8 tiros com um fuzil 556 mas no segundo relato, ele contou que foram 12 tiros. O terceiro disse nos dois relatos que só atirou com um fuzil 762, mas mudou a versão ao falar que também atirou da aeronave.

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