Agente penitenciário morre com suspeita de coronavírus no Rio
Wagner Barros buscou atendimento no hospital Lourenço Jorge

Morreu nesta terça (14), com suspeita de coronavírus, o agente penitenciário Wagner Barros de Moura. Após sentir os sintomas do vírus, ele buscou atendimento no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, na última quinta (9).
Pouco antes de procurar atendimento, Wagner chegou a se apresentar para trabalhar no Complexo de Gericinó, em Bangu, onde era lotado. Ao identificar que ele estava com febre, a unidade dispensou ele e o mandou para casa. Ele chegou a fazer o teste do Covid-19, mas o resultado ainda não saiu.
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) disse em nota que lamenta o falecimento e esclareceu que desde quando o servidor foi internado, está prestando auxílio necessário aos familiares. A SEAP informou ainda que até o momento quatro servidores foram diagnosticados com o coronavírus. Dois estão internados e outros dois estão em casa.
Os 51 presídios do Rio de Janeiro modificaram algumas regras dentro do sistema prisional. Todos os presos que entram no sistema prisional estão ficando em isolamento por 14 dias e só depois de cumprir a quarentena que eles são inseridos no convívio com os demais presos.
A Seap informou também que está fornecendo equipamentos de proteção individual (EPI) para os inspetores, como máscaras, luvas cirúrgicas e álcool gel. Além disso, foram distribuídos 500 óculos de segurança, 911 garrafas de 8 litros de água sanitária para ser usado na higienização do ambiente.