Polícia ‘caça’ bando acusado de sequestrar e torturar PM

Na ordem: Jorginho está foragido; Bodão foi preso pela polícia; Loirinho também foi capturado; Bocão é o líder da quadrilha; Prego também está foragido; Gaguinho foi o 1º a ser preso.
Foto: Leonardo FerrazPor Marcela Freitas
Todos os envolvidos no sequestro, tortura e tentativa de homicídio contra o soldado da PM Lucas Falco dos Santos Barreto, de 24 anos, ocorrido em abril de 2014 na Favela do Arrastão, no Rio do Ouro, foram identificados por agentes da 75ªDP (Rio do Ouro).
Ligado ao tráfico de drogas na comunidade, Leandro Solano de Souza, o Bocão, de 31 anos, continua foragido, assim como César Elias Robaina da Silva, o Prego, 34, e Jorge Luiz Souza Lazzarini, o Jorginho, 44. Contra eles foi expedido um mandado de prisão preventiva pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo.
Já os irmãos Mitchel de Almeida Rodrigues, o Loirinho, 23, e Erick de Almeida Rodrigues, o Bodão, 20, e o comparsa Jair Junior de Oliveira, o Gaguinho, de 19, já estão presos.
Conforme agentes da 75ª DP, as investigações avançaram depois da prisão de Gaguinho. Em seguida, os irmãos foram presos e os outros criminosos identificados.
Crime - O PM passava pela RJ-106, por volta das 20h, quando seu carro, um Gol branco, enguiçou na altura do Arrastão. A vítima chegou a ligar para o pai e foi até um posto de combustíveis para pedir ajuda. Ao voltar para a entrada da comunidade, onde seu carro estava, um morador teria visto a arma na mão do policial e o confundiu com um assaltante.
“O morador viu a arma e acreditou que ele fosse um assaltante. Chamou os traficantes do local para resolver o caso”, contou um agente.
Ainda segundo as investigações, Loirinho, Bodão, Gaguinho e Jorginho levaram o PM para o alto da comunidade. Durante as agressões, os criminosos teriam visto a carteira funcional de Lucas. Assustados, eles acionaram Bodão e Prego para resolver o problema.
Bodão teria agredido ainda mais o militar e efetuado vários disparos contra a vítima. Acreditando que Lucas estava morto, Prego o colocou dentro de um veículo e o jogou numa mata, do outro lado da comunidade.
Depois de horas de sofrimento, o policial foi encontrado por um morador e socorrido por policiais do 7ºBPM (São Gonçalo). Ele se recuperou e passa bem.
A polícia acredita que os foragidos são criminosos ativos na Favela do Arrastão e oferecem perigo à comunidade. “Contamos com a ajuda da população para chegar à localização desses criminosos”, pediu o delegado Leandro Aquino, titular da distrital.
Qualquer informação pode ser repassada para o Disque-Denúncia, no 2253-1177, ou através do telefone da própria distrital: 2707-4211.