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Idoso é atingido por bala perdida em São Gonçalo

relogio min de leitura | Redação 28 de julho de 2015 - 09:03

Regras impostas pelos traficantes estão expressas nos muros da comunidade, onde os policiais retiraram blocos de concreto e outros objetos que obstruíam as ruas

Foto: Sandro Nascimento

Por Gustavo Carvalho e Thuany Dossares

Um idoso foi atingido por uma bala perdida, na manhã de ontem, durante troca de tiros entre policiais do 7ºBPM (São Gonçalo) e traficantes da Nova Grécia, em São Gonçalo.

PMs do Grupamento de Ações Táticas (Gat) iniciavam uma operação para retirar barricadas instaladas nos acessos à comunidade quando foram recebidos a tiros pelos criminosos. Um dos disparos acabou atingindo o ombro direito do aposentado Abelardo Firmino, de 83 anos.

Segundo a polícia, o idoso estava sentado num bar, no início da Estrada do Mato Virgem, principal acesso à comunidade. Ele foi encaminhado para o Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê, mas já recebeu alta médica.

Um morador, que preferiu não se identificar, falou que reside na comunidade há mais de 20 anos, mas atualmente prefere não receber visitas.

“As pessoas ficam com medo quando se deparam com as barricadas. Não deixo nem mais a minha família vir me ver”, desabafou.

De acordo com outro morador, quem chega de carro durante a noite é obrigado a seguir determinadas regras impostas pelos traficantes.

“Temos que acender a luz, piscar o alerta, descer os vidros e diminuir os faróis. Quem não segue essas determinações é intimidado”, completou.

Abelardo: socorrido por PMs
Abelardo: socorrido por PMs

O novo comandante do 7ºBPM (São Gonçalo), coronel Almyr Cabral Mendonça, informou que o idoso, ao ser atingido, estava num estabelecimento comercial localizado atrás do ponto onde estavam os policiais.

“Infelizmente este senhor foi ferido, mas acabou socorrido imediatamente. Aconselhamos aos moradores que procurem não ficar próximos aos policiais durante esse tipo de ação”, disse.

Ainda de acordo com Almyr, a retirada de barricadas é necessária para que as viaturas possam atuar nas comunidades.

“É uma operação planejada e com efetivo suficiente para diminuirmos probabilidade de erros. Não queremos feridos, e sim prendermos esses elementos que inibem o direito de ir e vir da população”, concluiu.

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