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Promotor de lutas será investigado por estelionato após forjar sumiço

relogio min de leitura | Redação 25 de julho de 2015 - 09:38

Johil registrou o caso na delegacia de Maricá ao descobrir que Valente estava em São Paulo

Foto: Alex Ramos/ Divulgação

Por Marcela Freitas

O ex-campeão mundial de Vale Tudo, Johil Oliveira, de 45 anos, esteve ontem, na 82ªDP (Maricá), para prestar queixa contra o promotor de lutas de MMA, Jorge Antônio Leandro Valente, 49 anos, que teria lesado dezenas de lutadores, contratados para um evento de luta em uma quadra poliesportiva, em Inoa, Maricá.

Sem ter como pagar o cachê dos competidores, Valente teria forjado se próprio sequestro. Na ocasião, Johil chegou a ser apontado como principal suspeito do crime. Entretanto, a investigação feita por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo apontou que na verdade o promotor havia se mudado para São Paulo por não ter dinheiro para pagar os atletas.

“Procurei a delegacia para denunciar o estelionato cometido por ele (R.O 082.3938/2015). Nunca acreditei neste desaparecimento. Vou entrar com uma ação cível também para tentar receber o que ele me deve”, disse.

O chefe do setor de investigação da 82ªDP, José Renato de Oliveira, disse que Johil é o primeiro a procurar a delegacia. “Vamos instaurar inquérito para apurar a denúncia feita pelo lutador”, informou.

Recordando - Jorge Valente desapareceu no dia 15 de maio durante a organização para as lutas que aconteceriam em uma quadra poliesportiva de Inoã. Ele foi pressionado pelos atletas a quitar o valor das bolsas antes da competição. O promotor disse que iria buscar o valor com um amigo e desapareceu. Poucas horas depois, ele enviou uma mensagem para a esposa informando que havia sido sequestrado e estava na porta malas de um carro.

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