Homens são torturados e executados em São Gonçalo

Na Trindade, homem sem identificação teria sido morto a tiros por justiceiros ou milicianos
Foto: Sandro NascimentoPor Gustavo Carvalho e Thuany Dossares
Policiais da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) investigam a morte de dois homens, ainda não identificados, em diferentes bairros de São Gonçalo. Os corpos foram encontrados com sinais de tortura, na manhã de ontem, em Guaxindiba e na Trindade.
Um homem negro, aparentando ter cerca de 25 anos, vestindo short azul e blusa verde, foi encontrado morto na Estrada do Comperj, em Guaxindiba.
Ele teria sido executado, por volta das 2h, com pelo menos 12 tiros de revólver na cabeça, tórax e braços.
Segundo o delegado Marcus Vinícius Amim, responsável pelo caso, a principal linha de investigação é a de execução.
“Com certeza houve mais de um atirador. Os tiros no braço levam a crer que ele foi baleado como forma de tortura, antes de ser morto. Aqui teria sido apenas o local de desova, mas deram pelo menos mais um tiro aqui, o chamado ‘confere’. Vamos buscar câmeras de segurança que possam nos mostrar como chegaram até aqui”, explicou o delegado.
Na Trindade, um homem negro, também sem identificação, aparentando ter entre 25 a 30 anos e vestindo bermuda marrom e casaco preto, foi assassinado na Rua Ubá.
A vítima, que estava com pés e braços amarrados, e com a boca amordaçada, foi executada com seis tiros de pistola calibre 9mm, no tórax e pescoço.
Testemunhas contaram que, por volta das 10h30, um Fiorino branco teria chegado com o homem ao local. Em seguida foram ouvidos vários disparos.
Um barril de lixo, papelão e um líquido inflamável foram encontrados próximo ao corpo, o que sugere que os autores do crime pretendiam queimar a vítima.
Para o delegado Marcus Vinícius Amim, o crime pode ter sido cometido por ‘justiceiros’ ou integrantes de grupo de extermínio.
“Não é a primeira vez que fazemos local de homicídio nesta região com características parecidas, incluindo o carro utilizado pelos executores. Isto leva a crer que o criminoso seja algum justiceiro ou integrante de um grupo de extermínio. Vamos seguir as investigações até encontrarmos o autor ou os autores”, adiantou.