'Eles mataram Victor Hugo’
Testemunha-chave confirma em juízo que dupla executou estudante no Raul Veiga

Por Ari Lopes
Após quase quatro anos do assassinato do estudante Victor Hugo da Silva Braga, em 4 de julho de 2011, quando ele tinha 15 anos, uma testemunha confirmou à Justiça que o autor foi mesmo Deivid da Silva Oliveira, o Leleco, com 23 anos na época.
“Foi ele mesmo. Eu nunca vou esquecer desse rosto. Depois de correr atrás do Eduardo e atingi-lo com um tiro na boca, ele voltou e atirou na cabeça do Victor. Depois disparou contra mim e minha amiga, mas a arma falhou”, revelou a estudante X., durante depoimento na audiência de instrução e julgamento, ocorrida na segunda-feira, no Fórum de São Gonçalo. Com isso, Deivid, que está foragido, junto com Luís Cláudio de Almeida Fernandes, o Gadernal ou Russinho, podem responder não só pela morte de Victor, como também três tentativas de homicídios.
Apesar de constarem como foragidos no Portal dos Procurados do Disque-Denúncia, a polícia ainda não conseguiu informações que levem às prisões de Leleco e Gadernal.
“Temos informações de que o pai do Deivid, que era comerciante no Ceasa do Colubandê, vendeu tudo e se mudou para uma cidade no interior de Minas. Estamos investigando denúncias de que o filho estaria vivendo lá com uma identidade falsa. Esperamos que com a divulgação de sua foto consigamos informações que levem à sua prisão. O cerco está se fechando”, disse um policial da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG). Os dois têm mandados de prisões expedidos pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo.
“Apesar desse tempo todo, ainda acredito que os dois sejam presos. Não só pela morte do Victor, mas por outros crimes que cometeram. Esse depoimento foi muito importante, porque revelou com riquezas de de detalhes o que aconteceu naquele dia”, revelou a mãe do estudante morto, a jornalista Eloísa Leandro. Ela contou que até o advogado de defesa de Deivid foi surpreendido com a firmeza do depoimento da testemunha em juízo. “Ela e a amiga ficaram paralisadas em estado de choque e não conseguiram correr, depois que o Deivid atirou no meu filho. Então, ele se aproximou e disparou contra as duas, mas a arma falhou”, afirmou Eloísa.
Mãe de jovem acredita na Justiça

“Esse depoimento foi muito importante, pois pela primeira vez uma testemunha não teve dúvidas em reconhecer quem matou meu filho. Ela foi muito convincente no depoimento. Graças a Deus ela teve coragem de contar o que aconteceu naquela noite. A menina estava passando na hora e ficou em estado de choque, quando viu o meu filho sendo baleado. Ela não conseguiu correr. Ficou paralisada e o Deivid atirou nela e na amiga, mas a arma falhou. Está demorando, mas a Justiça vai ser feita. eu confio nisso”. - Eloisa Leandro, mãe de Victor