Rapazes que teriam sido presos por engano estão em Bangu 10 e Degase

Familiares dos rapazes fizeram um protesto, na última sexta-feira
Foto: Julio DinizPor Renata Sena
Apesar das diversas tentativas dos familiares para provar a inocência do entregador de quentinhas Alex Vasconcelos Bandeira, de 19 anos - preso junto com seu cunhado de 17 anos, na última quinta-feira, logo depois de uma troca de tiros na altura do Recanto das Acácias, no Salgueiro, em São Gonçalo -, a delegada Camila Lourenço, responsável pelo caso, afirma que a prisão foi legítima e baseada nos relatos dos PMs e de uma testemunha.
“Fizemos o flagrante na distrital de acordo com relatos dos policiais militares, que têm princípio de presunção de legitimidade da verdade, e da vítima, que os reconheceu como autores da abordagem e participantes do tiroteio”, esclareceu a delegada, que efetuou o flagrante.
A versão da família, no entanto, é diferente do relato policial que afirma que os jovens teriam participado do confronto, se escondido na mata e em seguida jogado fora a carga de drogas que carregavam.
Segundo Antônio Bandeira, pai de Alex, o tiroteio começou na hora em que o filho fazia uma caminhada de 30 metros entre a casa dele e da irmã.
Os jovens foram abordados pelos PMs, que garantiram que seriam levados para a delegacia somente para averiguação.
“O flagrante foi feito, já que os policiais têm uma garantia de legitimidade. Agora vamos apontar a veracidade dos fatos e desconstruir a versão apresentada na delegacia”, explicou o advogado Cristiano Moreira, que representa os jovens.
Alex já foi encaminhado para Bangu 10 e o adolescente para uma unidade do Degase.
