Conselho Tutelar fará relato sobre estado de adolescente

A adolescente foi encaminhada para um abrigo da prefeitura
Foto: DivulgaçãoPor Sany Medeiros e Gustavo Aguiar
A história da adolescente encontrada com os pés acorrentados, no último sábado, na casa em que morava com a avó, em Jardim Bom Retiro, São Gonçalo, ganhará um novo capítulo. Um relatório elaborado pelos conselheiros tutelares responsáveis pelo caso será encaminhado, ainda hoje, ao Juizado da Infância e Juventude, de onde sairá a decisão definitiva sobre o futuro da jovem.
Segundo o conselheiro Hélio Camilo, será relatado, com detalhes, todo o estado desumano em que a menina vivia. Portadora de doença mental, ela foi acorrentada pela própria mãe como forma de evitar uma possível fuga. No Instituto Médico Legal de Tribobó, onde foi encaminhada para realização de exame de corpo de delito, a adolescente relatou também que apanhava de outros familiares, citando uma tia e uma prima.
Os laços familiares, no entanto, parecem ser mais fortes que todo o cenário de horror encontrado pelo Conselho Tutelar. Na manhã de ontem, menos de um dia após ser separada de sua família, a adolescente demonstrou sentir falta da mãe. Angelita Rosa, cuidadora na Residência Inclusiva da Prefeitura, local onde a jovem está provisoriamente aguardando o parecer final da Justiça, revelou que a menina chamou pela mãe algumas vezes, além de aparentar tristeza.
Amanhã, um encontro será realizado no Conselho Tutelar II (Alcântara) a fim de entender todo o contexto familiar encontrado e buscar formas de amenizar o problema. A mãe, notificada ainda no sábado, é aguardada pelos conselheiros e por uma equipe técnica, formada por diversos profissionais, como psicólogos e assistentes sociais.
