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Traficantes ameaçam familiares de 2 irmãos assassinados em Niterói

relogio min de leitura | Redação 04 de julho de 2015 - 16:28

Carlos foi assassinado a tiros um dia após morte de irmão caçula

Foto: Divulgação/ Taiso Motta

Após executarem dois irmãos em menos de 24 horas, traficantes do Morro do Estado, no Centro de Niterói, identificados pela polícia apenas como Cicatriz e Sementinha, estariam tentando matar um terceiro irmão.

Policiais da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), que investigam ambos os casos, precisaram resgatar a família das vítimas, na casa onde moram, no Centro.

Os criminosos teriam ameaçado de morte o irmão dos rapazes, que foram executados nas tardes de quarta e quinta-feira, em Niterói.

O mototaxista Carlos Eduardo Tavares Filho, 27, foi morto com quatro tiros, na tarde de quinta-feira, na Rua Doutor Borman, no Centro de Niterói. A motivação poderia ter sido uma mensagem postada numa rede social, na qual um homem promete vingança pela morte do adolescente.

No dia anterior, o irmão do mototaxista, um adolescente de 15 anos, foi assassinado com sete tiros, na Rua General Andrade Neves, no Ingá.

Segundo as investigações, os assassinatos podem ter ligação, e a polícia não descarta a possibilidade de terem sido cometidos pelos mesmos criminosos, ligados ao tráfico no Morro do Estado.

Investigações - A polícia investiga informação de que os irmãos seriam primos do traficante Felipe Juvêncio da Silva, o Pimpolho, de 27 anos, preso há um mês, por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), enquanto passava pela BR-101, na altura do bairro de Neves, em São Gonçalo. Pimpolho era um dos líderes do comércio de entorpecentes nos morros do Estado e Chácara, e se as mortes estariam relacionadas a esse fato.

A região, cujo tráfico é controlado pela facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP), vive uma guerra interna devido a rivalidade entre o ‘Bonde dos Crias’, comandado por Pimpolho, e o ‘Bonde do Anão’, liderado por Wallace Araújo Torres, o Anão, que também está preso.

Após a prisão de todas as lideranças, Cicatriz teria tomado o controle da venda de drogas do local.

O delegado titular da DH, Fábio Barucke, informou que vai pedir a prisão de todos os envolvidos nos dois homicídios.

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