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‘Formiga do celular’ é acusado de torturar e matar funcionário

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 01 de julho de 2015 - 11:02

Por Renata Sena

Proprietário de uma popular loja de conserto de celulares em Alcântara, a ‘Formiga Cell’, o empresário Anderson Luciano da Costa, mais conhecido como Formiga, de 34 anos, foi preso por policiais da 82ªDP (Maricá) sob a acusação de torturar e matar um de seus funcionários, em 2010.

Ele foi surpreendido pelos agentes em seu estabelecimento comercial, localizado no 2º andar de um shopping, na tarde de segunda-feira. Contra Formiga foi cumprido um mandado de prisão preventiva por homicídio, expedido pela Vara Criminal de Maricá.

Segundo policiais da distrital, as investigações começaram no dia 21 de março de 2010, quando o técnico em eletrônica Maycon Peçanha da Silva, 25, foi encontrado por populares amarrado e com diversas marcas de tiros pelo corpo, em São José do Imbassaí. O jovem foi socorrido por PMs e encaminhado para o Hospital Conde Modesto Leal, em Maricá.

Durante o trajeto para a unidade hospitalar, a vítima contou aos policiais que o crime havia sido cometido pelo seu patrão e um homem não identificado, que o sequestraram no dia anterior em São Gonçalo. Maycon foi levado para uma casa e submetido a sessão de tortura durante cerca de seis horas.

Muito ferido, porém consciente, o técnico em eletrônica afirmou que Formiga desconfiava de que ele estivesse furtando celulares de sua loja e resolveu se vingar. Após ser medicado no hospital de Maricá, o jovem foi transferido para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante as investigações, o empresário, considerado principal suspeito do crime, prestou depoimento e levou pelo menos sete testemunhas à delegacia. Ao desconfiar de que seu carro seria submetido à perícia técnica, ele apresentou outro veículo para tentar dificultar as investigações. Os policiais descobriram a troca a tempo e encontraram vestígios de sangue no automóvel usado por Formiga no dia do crime.

“Consideramos o caso encerrado e afirmamos que a autoria do crime foi dele. Pedimos a prisão e foi concedida. Ele vai responder por homicídio”, declarou o delegado Júlio César Mulatinho, titular da 82ªDP.

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