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Comerciante morre após ser vítima de bala perdida em São Gonçalo

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 26 de junho de 2015 - 12:21

Adilton trafegava com sua caminhonete pela RJ-106 quando acabou ficando no meio da troca de tiros entre PMs e ocupantes de um Palio.

Foto: Sandro Nascimento

Por Renata Sena e Thuany Dossares

O comerciante Adilton Neves Moreno, de 46 anos, morreu após ser atingido por uma bala perdida, na madrugada de ontem, em São Gonçalo.

De acordo com a polícia, a vítima seguia em sua caminhonete pela Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), na pista sentido São Gonçalo, quando houve uma intensa troca de tiros entre policiais do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) e suspeitos de assaltos em série, na altura do Jóquei.

Os PMs contaram que trafegavam pela rodovia quando desconfiaram de ocupantes de um Palio azul. Ao tentarem realizar a abordagem, na altura do Arsenal, os agentes foram recebidos a tiros, iniciando a perseguição. Na fuga, os bandidos seguiram em direção ao Jóquei, onde o confronto foi intensificado, já que criminosos da localidade aguardavam a chegada dos comparsas.

O comerciante, que passava de carro pelo local, acabou atingido na cabeça, perdeu o controle do veículo e colidiu contra a mureta da via. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para o Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê, mas não resistiu aos ferimentos.

Prisão - Baleado nas nádegas, Luiz Carlos da Silva Gregório, o Luizinho do Gás, 20, deu entrada na mesma unidade de saúde. Após ser medicado, ele foi encaminhado para a 74ªDP (Alcântara), onde acabou autuado por tentativa de homicídio e roubo.

Em depoimento, Luizinho do Gás teria confessado ter cometido assaltos junto com outros dois jovens, que conseguiram escapar, um deles conhecido como Clarin, todos moradores do Anaia.

O trio abandonou o veículo, que estava com diversas marcas de tiros, na Rua Expedicionário Belmiro da Silva, no Colubandê.

Luizinho do Gás ainda tentou invadir uma casa, na Rua Ana Cristina, no mesmo bairro, para esconder no jardim uma arma, com dois carregadores e dois celulares.

Revolta - Casado e pai de dois filhos, um de 17 e outro de 5 anos, Adilton morava em Itaipuaçu, Maricá, mas era conhecido no Ceasa do Colubandê, onde comprava as mercadorias que revendia.

“Estamos indignados. Sabemos que nada que a família faça vai trazê-lo de volta, mas queríamos deixar registrado que mais um pai de família, e pessoa de bem, perdeu a vida de forma prematura. Queremos Jstiça”, indignou-se a dona de casa Maria Gomes da Graça, 52, prima da vítima.

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